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domingo, 20 de outubro de 2024

IATA apoia a sanção da Lei do Combustível do Futuro no Brasil

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) parabeniza o governo brasileiro pela sanção da Lei do Combustível do Futuro, assinada na última terça-feira (9) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o apoio do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A nova legislação representa um marco significativo na transição energética do Brasil e reforça o compromisso do país em se consolidar como um líder global na produção de combustíveis sustentáveis, incluindo o Combustível de Aviação Sustentável (SAF).

Na ocasião da sanção da lei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a posição estratégica do Brasil no cenário energético global: “O Brasil é o país que fará a maior revolução energética do planeta, sem nenhum competidor à nossa altura. Nosso país vai sair na frente porque tem capacidade de produzir e de pesquisar, além de termos muita gente capacitada. Já plantamos, regamos e agora é a hora de colhermos”. A IATA acredita que essa visão coloca o Brasil em um caminho sólido para liderar a produção e o uso de SAF, essencial para a descarbonização da aviação.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também ressaltou a importância do avanço da produção de SAF: “Hoje, estamos plantando uma nova semente, do combustível do futuro. Com a produção de SAF, não precisaremos mais importar nenhuma quantidade de querosene de aviação”.

A IATA destaca que a independência energética no setor de aviação e a promoção do SAF são fundamentais para atingir as metas globais de sustentabilidade. A sanção da Lei do Combustível do Futuro no Brasil representa mais um passo crucial rumo à descarbonização da aviação, com ênfase na colaboração entre governo, setor privado e organizações internacionais. “A IATA celebra essa aprovação, que estabelece um marco legal para promover a produção e o uso de Combustíveis de Aviação Sustentáveis (SAF), uma medida essencial para que o setor aéreo alcance a meta de zerar as emissões líquidas de CO2 até 2050", afirma Hemant Mistry, Diretor de Transição Energética da IATA.

Pietro Mendes, secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, destacou essa colaboração: “Precisamos construir as diretrizes do combustível do futuro de uma forma coletiva, assim como fizemos com o setor aéreo com a participação da ABEAR e da IATA. O diálogo é essencial”.

A IATA reforça seu compromisso em continuar trabalhando com o governo brasileiro e outros atores-chave para garantir que o Brasil se torne um líder global na produção e uso de combustíveis sustentáveis, impulsionando a transição para uma aviação mais limpa e responsável.

sábado, 5 de outubro de 2024

IATA e ANAC trabalham juntas para aprimorar a segurança da aviação

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC Brasil) estão firmando uma parceria para fortalecer a supervisão de segurança no setor de aviação do Brasil, com um acordo para que os programas de Auditoria de Segurança Operacional da IATA (IOSA) e de Avaliação de Segurança Padrão da IATA (ISSA) apoiem e complementem a supervisão da ANAC sobre as operações das empresas aéreas.

"A segurança é uma prioridade comum para todos na aviação. Estamos ansiosos para trabalhar com a ANAC para fortalecer ainda mais a supervisão de segurança no Brasil com o IOSA e o ISSA. Ambos os programas têm um histórico sólido de suporte ao aprimoramento do desempenho em segurança. Estamos confiantes de que esta será uma parceria modelo para outros reguladores seguirem," disse Nick Careen, Vice-Presidente Sênior de Operações, Segurança e Proteção da IATA.

"Este Memorando de Entendimento (MoU) marca um passo importante na elevação dos padrões de segurança da indústria de aviação do Brasil. Ao integrar o IOSA e o ISSA em nossos processos de supervisão de segurança, estamos reforçando nosso compromisso em manter os mais altos níveis de segurança operacional no Brasil," afirmou Bruno Diniz Del Bel, Chefe do Departamento de Padrões de Voo da ANAC Brasil.

IATA e ANAC irão colaborar em várias áreas-chave, incluindo:

- Apoio à Supervisão Estatal: As informações do IOSA e ISSA serão utilizadas para complementar as atividades de supervisão regulatória da ANAC, fortalecendo ainda mais as capacidades de monitoramento de segurança.

- Aprimoramento da Eficiência: As partes trabalharão juntas para identificar as melhores práticas para melhorar a eficiência dos processos de supervisão de segurança, garantindo ao mesmo tempo a adequação e a eficácia dos padrões IOSA e ISSA.

- Workshops e Treinamentos: IATA e ANAC participarão de workshops e sessões de treinamento conjuntos para aprimorar ainda mais sua colaboração e o compartilhamento de conhecimento sobre a supervisão de segurança.

- Melhoria Contínua: Serão exploradas atividades adicionais que apoiem a melhoria da segurança operacional das empresas aéreas.

Globalmente, mais de 40 autoridades de aviação civil, incluindo a ANAC Brasil, estão usando o IOSA e o ISSA para complementar sua supervisão regulatória. Esses programas são sistemas de avaliação reconhecidos internacionalmente que avaliam os sistemas de gerenciamento e controle operacional das empresas aéreas sob a perspectiva da segurança.

Sobre IOSA e ISSA

Estabelecida em 2003, a IOSA é a referência global para o gerenciamento da segurança operacional das empresas aéreas, com mais de 425 atualmente no registro da IOSA, das quais 344 são membros da IATA. As empresas aéreas registradas na IOSA têm um desempenho consistentemente melhor em termos de segurança. Em 2023, a taxa de todos os acidentes das empresas aéreas registradas na IOSA foi quase três vezes melhor do que a das não registradas na IOSA (0,84 contra 2,24 acidentes por milhão de voos). A ISSA, projetada para empresas aéreas menores não qualificadas para a IOSA, oferece uma estrutura rigorosa semelhante, garantindo a conformidade com os padrões internacionais de segurança.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Acordo sobre Princípios para o Uso de Dados Operacionais de Aeronaves

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA), juntamente com Airbus, Embraer e Rolls-Royce, estabeleceram cinco princípios-chave para o acesso e uso de Dados Operacionais de Aeronaves (da sigla em inglês AOD). São eles:

1 - Consentimento: O AOD só pode ser extraído com o consentimento por escrito da empresa aérea.

2 - Transparência: As empresas aéreas têm visibilidade dos dados gerados por suas aeronaves e de como eles são utilizados.

3 - Compartilhamento: As empresas aéreas podem escolher com quem compartilhar o AOD e controlar esse compartilhamento.

4 - Acessibilidade: As empresas aéreas podem acessar, analisar e utilizar o AOD das aeronaves que operam sem interferência.

5 - Uso Responsável: As empresas aéreas fornecem AOD aos fabricantes para melhorar a segurança e, se se optarem por isso, para apoiar a confiabilidade da aeronave.

Os princípios se aplicam ao AOD gerado pelas aeronaves após a entrega à empresa aérea/operadora, seja em voo ou no solo, e estão sujeitos às regulamentações e aos acordos contratuais entre as partes. O acordo é resultado de discussões produtivas e colaborativas entre a IATA (em nome da comunidade de empresas aéreas/operadoras) e os principais fabricantes de aeronaves e motores. A clareza sobre a definição e o uso do AOD é importante, dado o papel crítico do AOD na promoção de inovações em segurança, manutenção e eficiência operacional.

"Esses princípios trazem transparência ao uso do AOD. Estabelecer que as empresas aéreas têm controle sobre os dados gerados pelas aeronaves que operam define uma prática recomendada importante em uma área onde era necessário um entendimento comum. Com este acordo, empresas aéreas, fabricantes e outras partes interessadas poderão utilizar o AOD de forma mais eficiente para operar e gerenciar aeronaves de maneira segura, eficiente e mais sustentável. Esperamos que outros OEMs se juntem aos primeiros a adotar esses compromissos", disse Willie Walsh, Diretor-Geral da IATA.

O documento com os princípios acordados está disponível. A IATA e os OEMs continuarão a melhorar essas diretrizes para acompanhar os avanços tecnológicos e as necessidades da indústria.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

IATA lança IATA Connect: Um novo hub para segurança e compliance na aviação

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) lançou o IATA Connect, criando uma comunidade segura de especialistas em segurança, conformidade e operações na aviação, incluindo empresas aéreas, agências reguladoras e auditores.

Com foco inicial na Auditoria de Segurança Operacional da IATA (da sigla em inglês IOSA), os membros da comunidade IATA Connect poderão acessar e utilizar a plataforma para trocar, de forma segura, documentos de segurança, compartilhar informações e colaborar para promover melhorias contínuas para a segurança da aviação.

Além do IOSA Registry, o IATA Connect também abrigará um repositório seguro de documentos privados, com capacidades analíticas e de benchmarking. O conteúdo do repositório inclui relatórios de auditoria IOSA, normas e informações relacionadas, materiais de orientação, perfis de 440 companhias aéreas, alertas da indústria e fontes de notícias, que podem ser acessados e compartilhados.

Cerca de 2.300 profissionais de segurança da aviação foram convidados a integrar a comunidade IATA Connect, abrangendo reguladores, empresa aéreas registradas no IOSA e auditores.

"IATA Connect proporcionará aos profissionais de segurança e compliance da aviação, tanto do governo quanto da indústria, um meio de tornar o voo ainda mais seguro, facilitando a colaboração em tempo real. Seja compartilhando um relatório de auditoria IOSA, respondendo a um questionário de conformidade, atualizando informações sobre parceiros de codeshare, realizando benchmarking de recursos ou coletando informações, o IATA Connect trará novas eficiências e capacidades. Ao coletar dados críticos de auditoria IOSA em um único local, mantê-los atualizados e facilitar o intercâmbio de informações, o IATA Connect será uma ferramenta atraente para todos os envolvidos na conformidade e supervisão de segurança na aviação", disse Willie Walsh, Diretor-Geral da IATA.

O lançamento do IATA Connect responde diretamente ao crescente desafio enfrentado pelos profissionais de segurança para gerenciar a documentação de conformidade. Diante do aumento das operações, requisitos regulatórios e ambientes operacionais cada vez mais complexos (com parcerias comerciais e de terceirização), espera-se que a troca de informações e documentação de auditoria em uma única plataforma melhore significativamente a eficiência.

Com o objetivo de transformar o IATA Connect em um espaço virtual de colaboração para todos os profissionais da aviação, a plataforma também está disponível por meio de um aplicativo móvel, que inicialmente incluirá outras duas importantes iniciativas de segurança da IATA:

- Safety Connect, um fórum seguro já estabelecido, usado por grupos de interesse para discussões e recursos específicos de áreas operacionais, como cabine, carga e operações terrestres.

- Safety Issue Hub, de acesso público, em que informações sobre perigos e riscos de segurança são publicadas para priorizar e implementar programas de melhoria da segurança na aviação.

Com o tempo, e em resposta às necessidades dos usuários, o IATA Connect crescerá e adicionará novas funcionalidades, tornando-se o ponto de referência único para os profissionais de segurança na aviação.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

IATA desenvolve ainda mais o CO2 Connect para o setor de cargas com a British Airways e a Microsoft

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) anunciou uma colaboração com a British Airways e a Microsoft para aprimorar ainda mais a precisão do IATA CO2 Connect for Cargo no cálculo de emissões de carbono. O anúncio foi feito no Simpósio Mundial de Sustentabilidade da IATA (WSS), que está acontecendo atualmente em Miami.

A British Airways irá contribuir com dados de consumo de combustível de voo de seus aproximadamente 700 voos diários para o IATA CO2 Connect. “Na British Airways, transparência e consistência são essenciais para nossos esforços de sustentabilidade. Ao compartilhar nossos dados de consumo de combustível de voo com o IATA CO2 Connect, estamos aprimorando a precisão dos cálculos de emissões de CO2 e garantindo o acesso a informações confiáveis e claras. É crucial que toda a indústria se alinhe nesses padrões, e a colaboração é fundamental”, disse Carrie Harris, Diretora de Sustentabilidade da British Airways.

A Microsoft, aproveitando seu relacionamento com a British Airways, também contribuirá para o desenvolvimento do IATA CO2 Connect para Carga, fornecendo orientação técnica e tornando-se uma das primeiras empresas a testar o serviço.

“A colaboração da indústria é essencial para a descarbonização da aviação. Usar o CO2 Connect para Carga ajudará a Microsoft a trabalhar com as empresas aéreas para reduzir as emissões, fazer investimentos informados com nossos parceiros e adquirir SAF e certificados de SAF”, disse Nico De Golia, Diretor de Sustentabilidade da Microsoft Cloud Logistics. “Este anúncio demonstra o impacto potencial quando empresas trabalham para construir uma base de dados sólida, impulsionando as ações-chave necessárias para atingir nossos objetivos comuns de sustentabilidade.”

Esses avanços se baseiam no anúncio de março de 2024, de que a IATA está trabalhando com o Smart Freight Centre (SFC) no desenvolvimento do IATA CO2 Connect para Carga.

“Relações fortes, incluindo as anunciadas hoje com a British Airways e a Microsoft, ajudarão a tornar o IATA CO2 Connect para Carga uma ferramenta mais poderosa e precisa. O mundo está de olho enquanto a aviação avança na jornada desafiadora de descarbonização. Transparência e precisão — aprimoradas por essas parcerias — são essenciais. Nosso objetivo comum é ter os dados mais precisos sobre as emissões de carbono da aviação. Isso ajudará os clientes da indústria a gerenciar e relatar suas pegadas de carbono e orientará as muitas decisões estratégicas que as empresas aéreas precisarão tomar para sua própria descarbonização”, disse Marie Owens Thomsen, Vice-Presidente Sênior de Sustentabilidade e Economista-Chefe da IATA.

IATA CO2 Connect for Cargo estará disponível a partir do primeiro trimestre de 2025, distribuído entre sistemas de cotação e reservas, agentes de cargas, transportadores e empresas aéreas. Ele se baseia na experiência do IATA CO2 Connect, lançado em junho de 2022 para fornecer cálculos precisos e consistentes de emissões de carbono para voos de passageiros. O IATA CO2 Connect utiliza dados primários de mais de 40 empresas aéreas (incluindo a British Airways) e uma metodologia de cálculo aprovada pela indústria (IATA Recommended Practice 1678). Isso diferencia o IATA CO2 Connect da maioria das ferramentas/calculadoras que se baseiam em modelos de dados teóricos.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

IATA marca presença na ABAV Expo com foco em produtos e treinamento para o setor aéreo

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) marca presença na 51ª edição da ABAV Expo com o objetivo de se aproximar das agências de turismo para disseminar e orientar sobre as melhores práticas internacionais da aviação no Brasil. Consolidada como uma das maiores e mais importantes feiras de negócios e turismo da América Latina, acontece entre 26 e 28 de setembro, em Brasília.

A participação da IATA na ABAV Expo é uma oportunidade significativa para as agências de turismo conhecerem alguns dos principais produtos da associação, como DDS, Consulting, GAP, Strategic Partnerships Program e Treinamento, e conversarem com representantes comerciais e especialistas em NDC no estande GLOBAL A32.

Além disso, a IATA também participará do ABAV Talks, na arena de capacitação, no dia 27 de setembro, às 14h, com a palestra “IATA Training: Capacitação que Transforma Carreiras”, para falar sobre os cursos que oferece a aspirantes e profissionais atuantes do setor de viagens por meio de seu centro de excelência em treinamentos.

“É uma grande satisfação participarmos novamente da ABAV Expo, um evento fundamental para o setor que fortalece o relacionamento com o principal canal de distribuição do turismo no Brasil: os agentes de viagens. A IATA oferece serviços que podem agregar significativamente às agências de turismo, proporcionando o reforço de sua credibilidade como parceiras de confiança, aumento da capacidade de emissão de passagens, maior eficiência financeira e otimização das operações e dos custos. Tudo isso aprimora a experiência dos clientes”, comenta Dany Oliveira, diretor geral da IATA no Brasil.

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

2º Simpósio Mundial de Sustentabilidade da IATA acontece em Miami

A Associação de Transporte Aéreo Internacional (International Air Transport Association - IATA) realizará o segundo Simpósio Mundial de Sustentabilidade (WWS, na sigla em inglês), que focará nas ações necessárias para alcançar o compromisso da indústria aérea de alcançar zero emissões líquidas de CO2 até 2050. O evento acontecerá em Miami, EUA, nos dias 24 e 25 de setembro de 2024, com o apoio da American Airlines.

“A sustentabilidade é um desafio existencial tanto para a humanidade quanto para a nossa indústria aérea. Alcançar a meta de zero emissões líquidas de CO2 até 2050 é uma tarefa grande e complexa. No entanto, trabalhando em conjunto com a indústria de aviação como um todo, e com o apoio dos governos, vamos conseguir. O WSS é uma oportunidade única para reunir todas as partes interessadas, aprender, alinhar e tomar as ações críticas necessárias para fortalecer nossa determinação e acelerar o progresso”, disse Willie Walsh, Diretor Geral da IATA.

Os principais elementos que serão abordados no WSS para ajudar a alcançar zero emissões líquidas de CO2 até 2050 incluem:

- Decarbonization: Foco na transição da aviação para zero emissões líquidas de CO2, incluindo como desenvolver, ampliar e implementar as soluções necessárias para descarbonizar a aviação ao longo dos 25 anos até 2050. As discussões abordarão como construir os mercados para o Combustível de Aviação Sustentável (SAF), remoção de carbono e outras tecnologias emergentes, além dos desafios envolvidos no financiamento de tais projetos.

- Innovation and Technology: Estudo de novas tecnologias de aeronaves e inovações operacionais, com foco nos aspectos práticos de implementar rapidamente essas novas tecnologias para avançar na meta da indústria de alcançar zero emissões líquidas de CO2.

- Policy and Regulation: Análise do cenário político global voltado para alcançar zero emissões líquidas de CO2, com especial atenção ao Combustível de Aviação Sustentável (SAF) e às complexidades de alinhar as regulamentações globais e harmonizar as políticas de SAF para aumentar a produção e implementação.

- Finance and Transparency: Análise dos desafios de investimento; quais são as dificuldades e oportunidades no financiamento de projetos de energia renovável e na produção de SAF, e como tornar o investimento mais atraente para as partes interessadas. O foco será em estratégias para atrair capital, transferir riscos e na inovação necessária para financiar a transição da indústria para zero emissões líquidas de CO2. A transparência também será abordada como uma parte essencial do desafio de investimento, no sentido de promover a tomada de decisões fundamentadas e baseadas na ciência entre investidores, companhias aéreas e outras partes interessadas.

“O WSS tem como objetivo unir os tomadores de decisão dos setores público e privado, e de todas as áreas de governo, com o objetivo de descarbonizar o transporte aéreo. A transição energética da aviação precisa de apoio além dos ministérios de transporte, pois envolve quase todas as áreas das economias e sociedades globais, regionais e locais. Uma colaboração radical é necessária para engajar tecnologia, política e finanças, unindo-se com um propósito comum de alcançar zero emissões líquidas de CO2 até 2050. A missão é urgente, pois uma infinidade de novos mercados precisa alcançar a maturidade nos curtos 25 anos até 2050. O WSS é o evento que define a agenda e pode acelerar o progresso enquanto enfrentamos esse enorme desafio”, disse Marie Owens Thomsen, Vice-Presidente Sênior de Sustentabilidade e Economista-Chefe da IATA.

Sobre o Simpósio Mundial de Sustentabilidade (WSS)

O WSS é organizado pela American Airlines, em parceria com a IATA, e tem participação esperada de mais de 500 profissionais dos setores de aviação, sustentabilidade, tecnologia, agricultura, comércio, desenvolvimento e finanças, além de formuladores de políticas e outras partes interessadas. Esta é a segunda vez que a IATA organiza o WSS, que já se tornou um evento de destaque da associação.

Os discursos de abertura serão feitos por:

- Robert Isom, CEO da American Airlines

- Juan Carlos Salazar, Secretário Geral da ICAO

Após os discursos de abertura, o painel do CEO contará com a participação de:

- Robert Isom, CEO da American Airlines

- Annette Mann, CEO da Austrian Airlines

- Enrique Beltranena, CEO da Volaris

- Willie Walsh, Diretor Geral da IATA

Mais informações sobre o evento e a programação estão disponíveis no site da IATA.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

IATA e OACI ampliam cooperação para implementação de padrões globais para o transporte aéreo de carga perigosa

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) e a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) ampliaram a sua cooperação de longa data para a definição e implementação de padrões globais para o transporte aéreo seguro de mercadorias perigosas. O acordo entre as duas organizações foi celebrado no escritório da IATA em Genebra, durante a visita de Juan Carlos Salazar, secretário geral da OACI, quando foi discutida a colaboração entre as duas organizações.

A IATA começou a publicar orientações para o transporte de carga perigosa em aeronaves em 1956 e vem atualizando e elaborando padrões desde então. Uma abordagem mais formal e regulatória sobre este assunto foi adotada com a implementação do Anexo 18 da OACI em janeiro de 1984, que descreve os princípios gerais para o transporte internacional de cargas perigosas. O documento Technical Instructions For The Safe Transport of Dangerous Goods by Air (Instruções Técnicas para o Transporte Seguro de Artigos Perigosos por Via Aérea) amplia as disposições básicas do Anexo 18 e contém todas as instruções detalhadas necessárias para o transporte aéreo internacional seguro de mercadorias perigosas. Além disso, fornece aos Estados orientações sobre inspeção e supervisão.

Com base nas Instruções Técnicas acordadas a nível governamental por meio da OACI, a IATA trabalha com o setor da aviação para desenvolver ferramentas práticas e recomendações operacionais, que são publicadas como Dangerous Goods Regulations (Regulamentos para o Transporte Aéreo de Carga Perigosa) e constituem padrões globais aplicáveis a toda a cadeia de valor – fabricantes, despachantes, companhias aéreas, embarcadores e equipe de manuseio de carga em terra. Esses padrões incluem variações do operador, documentos de apoio, ferramentas, orientações e notas, que são essenciais para uma abordagem prática e consistente de aceitação, inspeção, manuseio e transporte seguros de mercadorias perigosas em aeronaves.

“O transporte seguro de mercadorias perigosas se tornou uma prática comum, graças à adesão rigorosa aos padrões e diretrizes globais. O acordo de hoje garante que as mercadorias perigosas vão continuar a ser manuseadas de acordo com os padrões mais elevados aplicáveis globalmente. Por isso, a IATA vai continuar trabalhando com os principais grupos envolvidos para manter uma abordagem prática e globalmente alinhada para o transporte regulamentado de mercadorias perigosas. Isso vai promover cadeias de abastecimento mais eficientes e robustas, além de manter a prioridade número um da aviação, a segurança”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

IATA pede ao Governo do Brasil e à Petrobras que reduzam o preço do combustível de aviação no Brasil

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) está solicitando ao Governo Federal do Brasil e à empresa estatal de petróleo Petrobras que revejam o mecanismo de preços do querosene de aviação no Brasil, que é um dos principais desafios enfrentados pela indústria da aviação no país.

O preço do querosene de aviação no Brasil é excessivamente alto e não reflete a realidade de um país produtor de petróleo. "A posição de monopólio da Petrobras e os custos administrativos adicionais cobrados resultam em preços de querosene de aviação artificialmente inflacionados. Além disso, uma pesada carga tributária sobre o querosene para voos domésticos, impacta ainda mais negativamente a competitividade do setor. Consequentemente, o querosene de aviação representa cerca de 40% dos custos totais para as empresas aéreas brasileiras, enquanto a média mundial está atualmente em torno de 30%, em um momento de preços excepcionalmente altos em todo o mundo", disse Peter Cerda, vice-presidente regional da IATA para as Américas.

Ele acrescenta que "a aviação é um setor vital para a economia e o desenvolvimento social do Brasil. Em 2022, o setor contribuiu com US$ 27,5 bilhões para o PIB do país e gerou 1,1 milhão de empregos. Apesar disso, o Brasil tem um número muito baixo de voos per capita, com 0,4 viagens por ano, o que significa que o brasileiro médio mal faz uma viagem a cada dois anos. Em comparação, o americano médio faz 2,6 viagens por ano, e o português médio faz 4,5 viagens por ano. Com uma população de mais de 200 milhões de habitantes, existe potencial para que mais brasileiros voem, mas o alto custo do querosene de aviação torna as viagens aéreas mais caras impedindo que mais brasileiros possam voar".

Ao adotar as melhores práticas globais, o Brasil pode impulsionar seu setor de aviação e se beneficiar do aumento da conectividade, do turismo e do comércio. A IATA está pronta para se envolver com as partes interessadas e oferecer sua experiência e apoio para participar desse esforço e ajudar mais brasileiros a ter acesso a mais viagens aéreas.

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Estrutura Global Fortalecida para Acelerar a Descarbonização da Aviação

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) espera que os governos implementem as políticas de apoio necessárias para permitir a descarbonização da aviação, conforme acordado na Terceira Conferência sobre Combustíveis Alternativos para a Aviação (CAAF/3), organizada pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), em Dubai.

CAAF/3 entregou um acordo crítico sobre:

- Uma estrutura global para promover a produção de Combustível de Aviação Sustentável (SAF) em todas as regiões do mundo. O objetivo é que o combustível de aviação em 2030 tenha uma quantidade de carbono 5% menor do que o combustível fóssil utilizado hoje pela indústria.

- Reconhecer que certos Estados têm capacidade para progredir a um ritmo mais rápido do que outros.

- A capacitação, um “Finvest Hub” e a transferência voluntária de tecnologia estão entre as medidas apresentadas para garantir que todos os países possam participar de um mercado global de SAF.

- A necessidade de uma solução que possa promover um mercado global de SAF e, ao mesmo tempo, permitir que as companhias aéreas reivindiquem os atributos ambientais das suas compras de SAF contra as suas obrigações de descarbonização, com base em uma estrutura de contabilização global e robusta de SAF..

“Os governos compreenderam o papel crítico do SAF para alcançar emissões líquidas zero para a aviação até 2050. Os resultados do CAAF/3 acrescentam uma visão ambiciosa sobre o horizonte temporal mais curto, 2030. Para esse fim, o acordo CAAF/3 sinaliza ao mundo, em termos bastante claros, a necessidade de políticas que permitam um progresso real. Não há tempo a perder. A IATA espera agora que os governos implementem urgentemente as políticas mais fortes possíveis para desbloquear todo o potencial de um mercado global de SAF com um aumento exponencial na produção”, disse Willie Walsh, Diretor Geral da IATA.

Sinal de Demanda e políticas para Apoiar a Produção de SAF

Isto é necessário porque a demanda das companhias aéreas por SAF, em linha com o seu compromisso de emissões líquidas zero de carbono até 2050, excede muito a disponibilidade atual de SAF, que está limitada a 0,2% do consumo de combustível de aviação das companhias aéreas em 2023. As empresas aéreas enviaram importantes sinais de demanda para o mercado de produção de SAF:

- Todos o SAF produzido em 2022 foram comprados, a um custo adicional para o setor de cerca de US$ 500 milhões, já que o SAF tem um preço significativamente superior ao preço do combustível de aviação.Há exemplos crescentes de companhias aéreas que se integram verticalmente na cadeia de abastecimento, com algumas comprometendo capital próprio e capital de risco em projetos SAF.

- As companhias aéreas firmaram acordos de compra antecipada para SAF no valor total de cerca de US$ 45 bilhões, muito além da disponibilidade atual de SAF.

“Precisamos ver os governos agindo de acordo com a declaração da CAAF/3, com políticas que ampliem a produção de SAF em todas as suas formas. Apesar dos sinais inequívocos de demanda, o mercado de produção de SAF não está se desenvolvendo com a rapidez necessária. Precisamos de SAF em todo o mundo e, para isso, as políticas de apoio certas – políticas que possam estimular a produção, promover a concorrência, fomentar a inovação e atrair financiamento – devem ser postas em prática hoje”, disse Walsh.

A IATA pede aos governos que adotem políticas para maximizar a produção de SAF a nível mundial das seguintes maneiras:

- Permitir que os produtores aproveitem ao máximo a disponibilidade local de matéria-prima

- Implementar políticas positivas – e não punitivas

- Equilibrar o potencial de apoio político existente e futuro entre as diferentes fontes de energia e, de preferência, esforçar-se para favorecer as energias renováveis ​​e garantir a participação justa destas últimas pelos SAFs

- Reconhecer que o caminho para o sucesso na transformação da aviação e na obtenção de zero emissões líquidas de carbono é uma responsabilidade colectiva.

“O objetivo é maximizar a produção de SAF em todos os lugares com medidas políticas positivas, e não punitivas. As companhias aéreas estão prontas de braços abertos para receber a produção resultante de SAF. Embora as empresas aéreas estejam na ponta da descarbonização, elas não podem arcar com o ônus sozinhas. A CAAF/3 deixou mais uma vez claro que a descarbonização da aviação exigirá esforços conjuntos de toda a cadeia de valor e dos governos, à medida que todos nos concentramos em zero emissões líquidas até 2050. Para ser bem claro, onde o dinheiro do governo lidera, o dinheiro privado o seguirá. É absolutamente essencial que os governos desempenhem o seu papel, e nós certamente faremos o nosso”, disse Marie Owens Thomsen, Vice-Presidente Sênior de Sustentabilidade e Economista-Chefe da IATA.

sábado, 28 de outubro de 2023

Progresso em direção ao Compromisso da Indústria da Aviação com Passageiros com Deficiência

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou os resultados deste ano de sua Pesquisa Global de Passageiros (GPS, na sigla em inglês) relacionados à acessibilidade do transporte aéreo para passageiros com deficiência, mostrando níveis significativos de satisfação entre os passageiros que usaram os serviços de assistência especial.

- 80% dos passageiros que utilizaram serviços de assistência especial afirmaram que suas expectativas foram atendidas.

"Em 2019, a Assembleia Geral Anual (AGM, na sigla em inglês) da IATA adotou uma resolução refletindo o compromisso de nossos membros em garantir que cada passageiro tenha acesso a viagens seguras, confiáveis e dignas. Embora todos tenhamos mais trabalho pela frente para apoiar as necessidades de nossos passageiros com deficiência, acreditamos que esse resultado da pesquisa demonstra progresso em direção a esse compromisso", disse Conrad Clifford, Diretor Geral Adjunto e Secretário Corporativo da IATA.

A pesquisa também está alinhada com a experiência das companhias aéreas de que, mais do que nunca, os passageiros estão solicitando assistência. Com o envelhecimento das populações em muitos dos principais mercados de transporte aéreo, essa tendência provavelmente continuará, e a aviação, como muitas outras indústrias, terá desafios para encontrar os recursos necessários para atender a esse importante grupo demográfico.

"À medida que a demanda por assistência especial cresce, precisaremos encontrar maneiras cada vez mais personalizadas de atender às necessidades dos passageiros com necessidades especiais. Atualmente, um pedido de assistência especial é quase sempre atendido com serviços de cadeira de rodas. Mas a necessidade real do passageiro pode ser muito diferente. O passageiro pode simplesmente precisar de ajuda para se orientar em aeroportos lotados, ou ter dificuldade em subir escadas. Seu problema pode não ser a mobilidade, mas uma deficiência visual. Estamos trabalhando em maneiras de garantir que as cadeiras de rodas estejam disponíveis quando necessário, bem como as melhores opções para as diversas necessidades dos passageiros", disse Linda Ristagno, Diretora Assistente de Assuntos Externos da IATA.

Necessidade Crítica de Informações Claras

A pesquisa também destacou a acessibilidade ao website como uma área a ser aprimorada: 20% dos passageiros destacaram que melhorar a acessibilidade ao website para reservas e compras deve ser uma prioridade.

Reconhecendo isso, a IATA publicou recentemente um material de orientação para garantir que os sites das companhias aéreas ofereçam fácil acesso a todas as informações necessárias para os passageiros com deficiência. Com o objetivo de garantir acesso igualitário para todos os passageiros, estão incluídos:

- Desenvolvimento de um portal de fácil utilização para a área dedicada à acessibilidade dos sites das companhias aéreas;

- Esclarecimento dos critérios para o direito à assistência;

- Reforço da importância dos passageiros solicitarem assistência com antecedência, de preferência durante o processo de reserva.

O material de orientação enfatiza uma abordagem simplificada, permitindo que os passageiros com deficiência acessem informações cruciais com apenas um clique na página inicial. Além disso, oferece práticas recomendadas para a criação de caminhos de informação claros e intuitivos nos sites das companhias aéreas, tanto para passageiros com deficiência quanto para aqueles com mobilidade reduzida, garantindo que eles tenham acesso direto a detalhes essenciais sobre os preparativos da viagem e seus direitos.

“Informações claras são cruciais para qualquer pessoa que deseje viajar. Isso é particularmente relevante para pessoas com deficiência que precisam de assistência e devem preparar cuidadosamente seus planos de viagem. Embora as companhias aéreas tenham feito progressos ao fornecer orientações abrangentes em seus sites, ainda há espaço para melhorias, principalmente no que se refere a facilitar a busca por informações específicas", disse Ristagno.

domingo, 10 de setembro de 2023

Demanda por carga aérea se fortalece apesar dos desafios

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou os resultados dos mercados globais de transporte aéreo de carga de julho de 2023, que mostram uma tendência contínua de recuperação das taxas de crescimento desde fevereiro. A demanda por carga aérea de julho ficou apenas 0,8% abaixo dos níveis do ano anterior. Embora a demanda esteja agora basicamente estável em comparação com 2022, esta é uma melhoria em relação ao desempenho dos últimos meses, um fato particularmente significativo considerando as quedas nos volumes do comércio global e as crescentes preocupações com a economia da China.

A demanda global, medida em toneladas de carga por quilômetro (CTKs*), ficou 0,8% abaixo dos níveis de julho de 2022 (-0,4% nas operações internacionais). Esta foi uma melhoria significativa em relação ao desempenho do mês anterior (-3,4%).

A capacidade, medida em toneladas de carga disponível por quilômetro (ACTKs), subiu 11,2% em relação a julho de 2022 (10,8% nas operações internacionais). O forte aumento do indicador ACTK é reflexo do aumento da capacidade de carga em voos de passageiros (29,3% ano a ano) devido à temporada de verão no hemisfério norte.

Os principais fatores que influenciaram as operações de carga são:

Em julho, tanto o índice PMI de manufatura (49,0) como o PMI de novos pedidos de exportação (46,4) ficaram abaixo do limite crítico de 50, indicando um declínio na produção da manufatura e nas exportações globais.

O comércio internacional global diminuiu pelo terceiro mês consecutivo em junho, com queda de 2,5% em relação ao ano anterior, reflexo do ambiente de desaceleração da demanda e das condições macroeconômicas desafiadoras. A diferença entre as taxas de crescimento anuais da carga aérea e do comércio global de mercadorias diminuiu para -0,8 pontos percentuais em junho. Embora o aumento da carga aérea ainda esteja atrás do comércio global, a diferença é a menor desde janeiro de 2022.

Em julho, o PMI global de prazo de entrega do fornecedor foi 51,9, indicando menos atrasos na cadeia de fornecimento. Todas as principais economias, exceto a China, apresentaram PMIs acima de 50. Os Estados Unidos, a Europa e o Japão registraram PMIs de 54,2, 57,7 e 50,4, respetivamente.

A inflação apresentou um cenário misto em julho, com o aumento dos preços ao consumidor nos Estados Unidos acelerando pela primeira vez em 13 meses. Entretanto, na China, os preços ao consumidor e ao produtor caíram, apontando para uma possível economia deflacionária.

“Em comparação com julho de 2022, a demanda por carga aérea ficou basicamente estável. Considerando que estávamos 3,4% abaixo dos níveis de 2022 em junho, isso é uma melhoria significativa e continua da tendência de fortalecimento da demanda que se iniciou em fevereiro. A evolução desta tendência nos próximos meses será algo a ser observado com atenção. Muitos fatores fundamentais da demanda por carga aérea, como os volumes comerciais e os pedidos de exportação, permanecem fracos ou estão caindo. E há preocupações crescentes sobre como a economia da China está se desenvolvendo. Além disso, vemos prazos de entrega mais curtos, o que normalmente é um sinal de aumento da atividade econômica. No meio dessas situações distintas, o fortalecimento da demanda nos dá boas razões para sermos cautelosamente otimistas”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.




Desempenho por região em julho de 2023

As companhias aéreas da região Ásia-Pacífico relataram aumento de 2,7% nos volumes de carga aérea em julho de 2023 em comparação com o mesmo mês de 2022. Esta foi uma melhoria significativa no desempenho em relação a junho (-3,3%). As transportadoras da região se beneficiaram do crescimento em três principais rotas comerciais: Europa-Ásia (3,2% de crescimento em relação ao ano anterior), Médio Oriente-Ásia (de 1,8% em junho para 6,6% em julho) e África-Ásia (voltando a apresentar crescimento de dois dígitos de 10,3% em relação ao ano anterior; em junho o índice foi de -4,8%). Além disso, as rotas comerciais dentro da Ásia também apresentaram desempenho consideravelmente melhor em julho, com declínio anual de CTK internacionais de 7,5% em comparação com as quedas de dois dígitos observadas desde setembro de 2022. A capacidade disponível na região aumentou 26,0% em comparação com julho de 2022 com o aumento da capacidade de carga disponibilizada em voos de passageiros.

As transportadoras da América do Norte apresentaram o pior desempenho entre todas as regiões, com queda de 5,2% nos volumes de carga em julho de 2023 em comparação com o mesmo mês de 2022, marcando o quinto mês consecutivo em que a região teve o pior desempenho. No entanto, esse resultado representou uma pequena melhoria em relação a junho (-5,9%). A rota transatlântica entre a América do Norte e a Europa apresentou queda de 4,3% no tráfego em julho, 1,2 pontos percentuais abaixo do mês anterior. A capacidade aumentou 0,5% em relação a julho de 2022.

As transportadoras da Europa registraram queda de 1,5% em seus volumes de carga aérea em julho em relação ao mesmo mês de 2022. No entanto, esse resultado representou uma melhoria no desempenho em relação a junho (-3,2%). Os volumes foram afetados pelo desempenho mencionado acima na rota entre Europa e América do Norte e pelas quedas nos mercados Oriente Médio-Europa (-1,2%) e dentro da Europa (-5,1%). A capacidade aumentou 5,3% em julho de 2023 em comparação com julho de 2022.

As transportadoras do Oriente Médio apresentaram aumento de 1,5% nos volumes de carga em julho de 2023 versus junho de 2022. Este resultado também representou uma melhoria em relação ao desempenho do mês anterior (0,6%). A demanda nas rotas entre o Médio Oriente e a Ásia tem apresentado tendência de alta nos últimos dois meses. A capacidade aumentou 17,1% em relação a julho de 2022.

As transportadoras da América Latina registraram aumento de 0,4% nos volumes de cargas de julho de 2023 em relação a julho de 2022. Este resultado foi uma queda no desempenho em relação ao mês anterior (2,2%). A capacidade aumentou 10,0% em julho em relação ao mesmo mês de 2022.

As companhias aéreas da África apresentaram o melhor desempenho de julho de 2023, com aumento de 2,9% nos volumes de carga em comparação com julho de 2022. Particularmente, as rotas entre a África e a Ásia registraram crescimento significativo na demanda por carga (10,3%). A capacidade ficou 11,0% acima dos níveis de julho de 2022.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Comunicado da IATA sobre a limitação das operações no Aeroporto Santos Dumont (SDU)

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA), recebe com grande preocupação a resolução CONAC-MPOR de 10 de agosto que restringe ligações aéreas a partir do Aeroporto Santos Dumont (SDU) no Rio de Janeiro a um raio de até 400 quilômetros e com aeroportos de operação regular doméstica, a partir de 2 de janeiro de 2024.

Ao limitar a oferta de voos de e para o Aeroporto SDU, a Resolução prejudica diversas partes - a começar pelos enormes danos aos passageiros. Os impactos negativos afetarão toda a cadeia do transporte aéreo e a conectividade do Rio de Janeiro. Também compromete a segurança jurídica do país - pilar essencial para permitir o desenvolvimento de negócios no setor, além de constituir um péssimo precedente de restrições para o país e a região.

A determinação de restrições de voos ao Aeroporto SDU está em desacordo com as regras internacionais e deve frear a oferta de voos para a cidade do Rio de Janeiro em seus dois aeroportos. Aproximadamente 60% dos voos programados para SDU são para outros destinos além de São Paulo - Congonhas e Brasília e dificilmente serão transferidos na integralidade para o outro aeroporto.

A medida também reduz a atratividade do mercado brasileiro, prejudicando o ambiente de negócios no país devido às incertezas e falta de previsibilidade geradas tão fundamentais para o bom funcionamento desse sistema global e complexo que é o transporte aéreo.

“O direito do passageiro de escolher para onde voar não deve ser limitado por decisões que definam os destinos de um aeroporto. Uma aviação próspera está pautada na liberdade de mercado, portanto a decisão sobre os destinos a partir do Santos Dumont deve ser uma escolha individual dos passageiros. Deixar as empresas aéreas livres para oferecer o valor da aviação aos seus clientes, considerando o contexto operacional do aeroporto, é fundamental", disse Peter Cerda, vice-presidente regional da IATA para as Américas

Portanto, a IATA respeitosamente solicita ao Governo do Brasil que reconsidere a Resolução para prevenir os efeitos negativos sobre a malha aérea internacional e doméstica no Rio de Janeiro e sobre os consumidores de serviços aéreos.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Para combater o tráfico de pessoas, IATA se compromete a agir e denunciar contra o crime

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA - International Air Transport Association) participou do evento realizado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em alusão ao Dia Mundial do Combate ao Tráfico de Pessoas, comemorado anualmente em 30 de julho. O webinário promovido pela ANAC teve como propósito conscientizar sobre o combate a essa grave questão. Durante o evento, Marcelo Pedroso, Diretor de Relações Externas da Associação no Brasil, proferiu uma palestra sobre a responsabilidade da indústria aérea na prevenção do tráfico de pessoas.

Todos os dias, 27,5 milhões de pessoas, equivalente à população de Santa Catarina e Minas Gerais juntas, tornam-se vítimas da escravidão e do crime transnacional no mundo, com 52 dessas vítimas sendo afetadas a cada minuto, principalmente mulheres e crianças. Infelizmente, a rede global de transporte aéreo também é utilizada por traficantes para facilitar suas atividades.

Em junho de 2018, durante a 74ª Reunião Geral Anual (AGM) da IATA, foi aprovada uma resolução reafirmando o compromisso das companhias aéreas em apoiar governos e a aplicação da lei na prevenção do tráfico de pessoas. Através de conscientização, treinamento de pessoal e denúncia de comportamentos suspeitos, as companhias aéreas se unem no esforço de combater esse crime terrível.

Marcelo Pedroso destacou a importância dessa iniciativa: "A aviação é o negócio da liberdade, desempenha um papel único na conexão de negócios com mercados, unindo familiares e amigos, reunindo pessoas para resolver problemas, construir entendimento e desenvolver insights globais. Como uma indústria responsável, estamos empenhados e determinados a ajudar as autoridades a erradicar o tráfico de pessoas.”

Nesse sentido, o setor aéreo tem se empenhado em criar soluções efetivas para coibir esse crime. A ICAO/IATA Training, em colaboração com a UNOCHR, desenvolveu uma ferramenta de e-Learning que oferece treinamentos, compartilha práticas recomendadas e relatórios, com o objetivo de capacitar Estados e operadores a entender a questão do tráfico de pessoas, identificar possíveis casos e responder de forma adequada, incluindo a elaboração de relatórios.

Através dessa ação conjunta, o setor busca somar vozes e intensificar os esforços para erradicar o tráfico de pessoas e proteger os direitos humanos. O treinamento e a conscientização são passos fundamentais para enfrentar esse desafio global e garantir um ambiente mais seguro para todos.

domingo, 11 de junho de 2023

IATA e UNEP abordam os principais desafios ambientais da aviação, incluindo plástico de uso único

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA - International Air Transport Association) e o United Nations Environment Programme - UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) assinaram um acordo alinhado com a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável para enfrentar os desafios de sustentabilidade na indústria da aviação.

A redução do uso dos problemáticos produtos plásticos de uso único (SUPP, na sigla em inglês) e melhorias na circularidade do uso de plásticos em todo o setor representam o foco inicial da parceria, já que o UNEP lidera o trabalho global para o desenvolvimento de um instrumento internacional legalmente obrigatório sobre a poluição plástica, inclusive no ambiente marinho, até o final de 2024.

Tornar as cabines das aeronaves mais sustentáveis é uma prioridade para as companhias aéreas e seus passageiros. Mas o ambiente regulatório complexo e assimétrico muitas vezes cria obstáculos ao impedir as melhores práticas de economia circular. Na ausência de uma abordagem global, as regulamentações divergentes nas duas extremidades de uma viagem limitam significativamente as ações que as companhias aéreas podem tomar.

A IATA defende um ambiente regulatório simplificado e harmonizado que permita a redução no uso de plástico e maior reutilização e reciclagem dos resíduos da cabine, incluindo plásticos, onde forem necessários. Para tratar desse aspecto, a parceria intensificará o envolvimento da IATA com o UNEP para garantir que os desafios e oportunidades da aviação sejam representados no próximo acordo internacional legalmente obrigatório para acabar com a poluição plástica.

A IATA e o UNEP já trabalham em uma orientação conjunta sobre como repensar o uso de plásticos na aviação. Este recurso abrangente apresentará uma visão geral dos regulamentos, orientações sobre a substituição de SUPP e as melhores práticas recomendadas para o setor e os reguladores.

“O Dia Mundial do Meio Ambiente nos lembra que a sustentabilidade é nosso desafio global número um. A formalização da colaboração de longa data da IATA com o UNEP ajudará as companhias aéreas a avançar de forma mais rápida a sustentabilidade da cabine da aeronave. É fundamental criar uma estrutura regulatória global harmonizada para permitir que as companhias aéreas implementem soluções de economia circular mais abrangentes e comuns em todos os mercados. Por exemplo, atualmente nossas mãos estão atadas com regulamentos desatualizados focados na incineração em vez da reutilização e reciclagem. A modernização será um grande passo para a sustentabilidade”, disse Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de sustentabilidade e economista-chefe da IATA.

“O UNEP está ansioso para trabalhar com a IATA e ajudar na transição da indústria para zero emissão líquida, reduzir o desperdício de alimentos e abandonar o SUPP. O setor da aviação também pode ajudar aumentando a conscientização entre os passageiros e funcionários e garantindo o engajamento de todas os grupos da cadeia de valor da aviação e, o mais importante, que trabalhem juntos para acabar com a poluição plástica”, disse Sheila Aggarwal-Khan, diretora da divisão de indústria e economia do UNEP.

Mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos. Metade disso representa itens de uso único. Dessa metade, apenas 9% são reciclados. Com isso, a poluição gerada exige ações globais extremamente urgentes.

Sob esta parceria, a IATA e o UNEP também planejam trabalhar juntos no compartilhamento de conhecimento, orientação e networking em outros desafios importantes de sustentabilidade, incluindo combustível sustentável de aviação (SAF), finanças sustentáveis, adaptação climática, conservação da biodiversidade, incluindo prevenção do tráfico de animais selvagens e turismo sustentável.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

IATA amplia a plataforma Turbulence Aware

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA - International Air Transport Association) anunciou que a ANA e a WestJet se juntaram à sua plataforma Turbulence Aware durante à 79ª Assembleia Geral Anual da IATA.

A plataforma Turbulence Aware foi lançada em 2018 para ajudar as companhias aéreas a reduzir o impacto da turbulência, que é uma das principais causas de lesões de passageiros e tripulantes e aumento do consumo de combustível a cada ano. A plataforma reúne dados anônimos de turbulência de milhares de voos operados pelas companhias aéreas participantes. As informações precisas e em tempo real permitem que pilotos e despachantes de voo escolham rotas de voo ideais, evitando turbulência e voando em níveis ideais para maximizar a eficiência do combustível e, assim, reduzir as emissões de CO2.

O desafio de gerenciar a turbulência deve aumentar, pois as mudanças climáticas continuam afetando os padrões meteorológicos. Isso tem implicações tanto para a segurança quanto para a eficiência do voo. A plataforma Turbulence Aware permite melhorias significativas na comunicação de turbulência e na prevenção do consumo excessivo de combustível.

“Dados precisos e imediatos permitem que as equipes melhorem a segurança, evitando a turbulência. Quanto mais colaboradores tivermos, mais benefícios a todos. A inclusão da ANA e WestJet aumenta nossa cobertura, principalmente na Ásia-Pacífico e América do Norte”, disse Willie Walsh, diretor geral da IATA.

Atualmente, 20 companhias aéreas participam da plataforma Turbulence Aware da IATA, com mais de 1.900 aeronaves fornecendo dados diariamente. Em 2022, foram gerados no total 31 milhões de relatórios.

- Inicialmente, a ANA vai fornecer dados de suas aeronaves Boeing 737 com planos de expansão para o restante da frota no futuro.

- A WestJet já está coletando dados de 24 aeronaves e vai expandir para 60 aeronaves nos próximos três anos.

Para obter feedback adicional das companhias aéreas e interagir com fabricantes e outros provedores de soluções, a IATA está organizando o Turbulence Aware User Forum, que acontecerá no WestJet Campus em Calgary, Canadá, nos dias 19 e 20 de junho de 2023.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Certificações globais impulsionam empresas do setor aéreo na implementação de ações de sustentabilidade

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA - International Air Transport Association) expande sua presença na América Latina no programa de Certificação de Operações Ambientais - IEnvA - (IATA Environmental Assessment) com a certificação de duas companhias aéreas: GOL e LATAM. Esta iniciativa reforça o compromisso do setor de aviação comercial em atingir emissões líquidas de CO2 zero até 2050. Para alcançar essa meta ambiciosa, é necessário um esforço conjunto da indústria. E os programas de certificação são aliados importantes para impulsionar os agentes do setor a definir e implementar ações concretas para promover a sustentabilidade.

Desenvolvido pela IATA, o programa voluntário de certificação IEnvA avalia, de forma independente, o compromisso de empresas e instituições da aviação para melhorar o seu desempenho ambiental e sustentável. Baseado em padrões e melhores práticas em conformidade com os requisitos da ISO14001 (Gerenciamento Ambiental), o IEnvA usa a experiência da Associação com auditoria de segurança (IOSA) para supervisão, governança e controle de qualidade.

“A adesão da GOL e da LATAM ao IEnva é um sinal claro do movimento dos representantes do setor em promover a sustentabilidade, garantindo que alcancemos nossa meta para 2050. A IATA segue empenhada em apoiar toda a indústria da aviação neste processo, melhorando políticas, práticas e desempenho em diferentes áreas”, destacou Dany Oliveira, diretor-geral da IATA no Brasil.

De acordo com o comandante Sergio Quito, chairman do Conselho de Segurança Operacional da GOL, “após a conclusão do processo de auditoria levado pelos representantes da IATA, tivemos nosso Sistema de Gestão Ambiental totalmente revisto: contratamos objetivos ambientais bem definidos e implementamos governança similar às práticas utilizadas na gestão da Segurança Operacional. Esse novo patamar sedimenta os valores da Cultura Ambiental entre os colaboradores da GOL e demais stakeholders, atendendo às melhores práticas internacionais”.

A LATAM também reforça a relevância da certificação para as operações da companhia. Segundo Johanna Cabrera, gerente de Sustentabilidade da Latam, "avançamos em nosso objetivo de sermos cada vez mais sustentáveis. Alinhada ao seu compromisso com as comunidades dos cinco países onde atua na América do Sul, a LATAM conquistou a certificação em suas nove operações na região, incluindo as operações de cargas e passageiros no Brasil. Este é um sinal claro de que estamos no caminho certo. É uma certificação independente que reconhece os esforços realizados para continuar melhorando o nosso desempenho ambiental não só nos nossos voos, mas também em outras atividades operacionais de grande relevância como as que desenvolvemos nos nossos hangares, centros de manutenção, entre outros”.

quarta-feira, 8 de março de 2023

IATA participa de eventos para falar sobre representatividade feminina na aviação e apresentar a iniciativa 25by2025

A IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) participa de dois eventos na semana em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher para falar sobre a representatividade feminina na aviação e apresentar seu programa 25by2025, uma iniciativa global e voluntária com o objetivo de aumentar a presença de mulheres no setor.

Em 04 de março, Sofia Abreu, Relacionamento com a Indústria da IATA no Brasil, esteve no VI Encontro Mulheres na Aviação da Aviadoras, realizado no Hotel Blue Tree Premium Faria Lima, São Paulo/SP. Durante o evento, ela reforçou o compromisso da indústria da aviação para aumentar a representação feminina em cargos de liderança e em funções técnicas até 2025 por meio do 25by2025.

“Eu me sinto muito feliz e orgulhosa por representar a IATA em eventos como este. É fundamental que a associação faça parte dessas discussões para disseminar o 25by2025 no Brasil. Até agora, 189 companhias aéreas e organizações já aderiram à iniciativa, abrindo o caminho para uma indústria que reconhece o talento feminino e cria oportunidades para as mulheres. E queremos que esse número cresça cada vez mais”, diz Sofia.

No dia 10 de março, sexta-feira, Abreu participará do evento Mulheres no Setor da Aviação: Desafios e Oportunidades, realizado pela Comissão de Direito Aeronáutico da OAB/SP, com o apoio da Women in Aviation -- Brazil. O painel, que contará com a presença de convidadas como Luciana Ferreira Vieira, Gerente do Registro Aeronáutico Brasileiro da ANAC, Tatiane Novaes Viana, Gerente de Assuntos Regulatórios na LATAM Airlines e Nicole Villa, advogada no Di Ciero Advogados, promoverá um bate-papo sobre as dificuldades enfrentadas na carreira, conciliação entre vida profissional e pessoal e motivações para continuar trabalhando no setor.

Principais desafios para a equidade de gênero no setor da aviação

Embora as mulheres representem uma parcela significativa da força de trabalho na aviação, elas ainda são minoria em cargos de liderança e em funções técnicas. Isso pode ser atribuído a fatores como a falta de acesso a oportunidades de desenvolvimento profissional e treinamento, preconceitos de gênero arraigados e a falta de representatividade feminina em cargos de liderança.

Além disso, as mulheres enfrentam desafios específicos em relação à maternidade e à licença-maternidade. A aviação é uma indústria que exige longas horas de trabalho, incluindo viagens e horários não convencionais, o que pode ser difícil para as mulheres que precisam conciliar o trabalho com a maternidade.

“Para enfrentar esses desafios, é necessário que as empresas adotem políticas e práticas que promovam a igualdade de gênero e a inclusão. Isso inclui a implementação de programas de desenvolvimento profissional e treinamento, a promoção de uma cultura de igualdade de gênero, a inclusão de mais mulheres em cargos de liderança e a criação de políticas de licença-parental mais flexíveis e acessíveis. Com esses esforços conjuntos de toda a indústria, podemos criar um ambiente de trabalho mais igualitário e inclusivo para as mulheres na aviação”, afirma Jane Hoskisson, Diretora de Learning & Development da IATA.

Sobre o 25by2025

Este compromisso voluntário foi criado pela IATA em 2019 com a finalidade de mudar as principais métricas de diversidade e inclusão no setor da aviação, aumentando em 25% ou pelo menos 25% até 2025 o número de mulheres em cargos de liderança e em áreas sub-representadas. O número de signatários nas Américas é de 40, sendo 32 membros IATA (o maior percentual dentre os membros IATA de todas as regiões), ficando atrás apenas da Europa. O Brasil conta com 8 participantes entre empresas aéreas e associações.

A iniciativa tem como principal objetivo tornar a indústria mais equilibrada em termos de gênero, criando uma cultura mais equitativa no local de trabalho a partir da implementação de políticas e práticas de inclusão. Afinal, diversidade e inclusão são importantes não apenas por razões éticas e morais, mas também porque empresas mais diversas tendem a ser mais bem-sucedidas, inovadoras e competitivas.

“O 25by2025 é uma oportunidade para as empresas do setor de aviação atuarem em conjunto para criar um ambiente de trabalho mais inclusivo e equitativo, onde todas as pessoas possam contribuir plenamente e alcançar seu potencial. Investir em diversidade e inclusão na aviação pode ser uma estratégia inteligente para as empresas que desejam melhorar sua competitividade, satisfação e produtividade dos funcionários e reputação. E a IATA contribui reunindo as pessoas, compartilhando dados e melhores práticas, facilitando o diálogo”, conclui Jane Hoskisson.

sexta-feira, 3 de março de 2023

IATA destaca a excelência em logística e a importância da certificação CEIV na Intermodal 2023

A IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) marcou presença na INTERMODAL 2023, em São Paulo, com a palestra “Excelência em logística - a certificação CEIV da International Air Transport Association (IATA) maximizando seus resultados!”. No primeiro dia do maior e mais abrangente evento para os setores de transporte de carga, logística, intralogística e armazenagem, bem como comércio exterior, a IATA compartilhou informações atualizadas sobre o mercado de cargas aéreas, incluindo as tendências mais recentes e os desafios enfrentados pelo setor, além dos detalhes sobre a certificação CEIV da Associação.

Reconhecida internacionalmente, essa certificação atende à necessidade da indústria por mais segurança, proteção, conformidade e eficiência no manuseio de cargas especiais, ajudando as organizações e toda a cadeia de cargas aéreas a alcançar a excelência e se destacar em um mercado global e competitivo. Durante a palestra, o diretor Comercial e Cargas João Pita, da concessionária GRU Airport, e o gerente Comercial do Terminal de Cargas, Hugo Repolho, compartilharam sua experiência em relação à certificação CEIV Pharma do aeroporto e seus resultados.

As empresas aéreas transportam, globalmente, 66 milhões de toneladas de cargas por ano, o que representa mais de 35% do comércio global em valor e somente 1% do volume, que equivale a US$ 6,8 trilhões em bens transportados. O desejo de acelerar as cadeias globais de suprimentos combinado com a eficiência do transporte aéreo são os principais motivos pelos quais exportadores estão utilizando cada vez mais o modal aéreo para o transporte seguro de suas cargas.

“A Intermodal 2023 foi uma excelente oportunidade para destacar a importância da certificação CEIV e da excelência em logística para um futuro lucrativo e sustentável. Estamos totalmente comprometidos em apoiar a indústria de cargas aéreas com essas iniciativas que ajudam a melhorar a eficiência, segurança e conformidade em toda a cadeia da carga aérea”, comentou Dany Oliveira, Diretor da IATA para o Brasil.

Jefferson Simões, Gerente de Relacionamento com a Indústria da IATA, ressaltou que “à medida que a aviação se recupera, inúmeras oportunidades estão disponíveis para carga aérea, principalmente no transporte de cargas especiais. Uma operação logística robusta e confiável, com processos e procedimentos que garantam a integridade das remessas, será crucial para a movimentação e o transporte dessas cargas. As empresas com mais habilidades, qualidade nos serviços e melhor infraestrutura serão beneficiadas”.

Para João Pita, a Intermodal é um dos principais eventos do ano para a concessionária no que diz respeito à logística e carga aérea. “Agradecemos à IATA a oportunidade de apresentar os resultados da certificação CEIV Pharma, na qual o aeroporto colocou foco nos últimos anos. Sabemos da importância que a cadeia logística dá ao transporte, armazenagem e manuseio de produtos farmacêuticos e isso tem sido, há algum tempo, uma das grandes prioridades de GRU Airport, enquanto líder de mercado neste segmento. Foram feitos diversos investimentos em infraestrutura, processos e recursos humanos para atender a estas exigências e a certificação obtida em 2019 e revalidada em 2022 é o resultado deste processo. Com o aumento da capacidade de armazenagem no aeroporto prevista para os próximos 2 anos e com o continuar do aprimoramento dos processos de hub internacional e de eficiência internacional, GRU pretende ser um polo estratégico para os produtos farmacêuticos não só no Brasil, mas em toda a América do Sul".

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Brasil: Rotas domésticas crescem 12,5% com relação a níveis pré-pandêmicos, mas altos custos operacionais atrapalham a recuperação da conectividade

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA - International Air Transport Association) realizou no dia 14 de dezembro um evento presencial sobre a retomada e as perspectivas da indústria nacional e global da aviação.

Dany Oliveira, diretor-geral da IATA no Brasil, e Tiago Pereira, diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), falaram sobre a retomada resiliente do mercado doméstico brasileiro em 2022, o grande potencial de crescimento que a aviação tem no país e a necessidade de redução dos custos para operar no Brasil.

De acordo com Dany Oliveira, em outubro de 2022, o número de rotas domésticas no Brasil já era 12,5% maior em relação ao mesmo período de 2019. “Por sua dimensão territorial, população e tamanho da economia, o país tem tudo para crescer. A partir do momento em que tivermos um ambiente de baixo custo e maior alinhamento às melhores práticas mundiais do setor, criaremos as condições ideais para um crescimento robusto do mercado brasileiro nos próximos anos”, afirma.

Tiago Pereira também reforçou o potencial do mercado doméstico brasileiro e a importância de adotar medidas que reduzam os custos para uma retomada total da aviação.

“No Brasil, o transporte aéreo é popular, mas não universal. E reduzir o preço das passagens é fundamental para aumentar a demanda. Por isso, temos que avançar em questões como a judicialização e o custo do combustível, que hoje representa de 45% a 50% dos custos das empresas aéreas, o que impacta diretamente no preço da passagem. No pré-pandemia, foram as iniciativas de redução de custo que permitiram mais pessoas a voarem”, explica.

Sustentabilidade é prioridade do setor

Pedro de la Fuente, gerente sênior de Sustentabilidade da IATA nas Américas, falou sobre os compromissos do setor com a neutralidade de emissões de carbono até 2050 e os desafios e oportunidades dos combustíveis de aviação sustentáveis (SAF, na sigla em inglês) no Brasil.

“As companhias aéreas já estão se movimentando para a descarbonização. O cenário aponta que 65% desta redução virá do uso de SAF. Além disso, espera-se que a compensação/captação de carbono seja responsável por 19%, e que novas tecnologias de propulsão, como o hidrogênio, por outros 13%”, diz.

Lígia Sato, coordenadora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Latam Airlines Brasil, explicou que a companhia tem trabalhado para ter uma aviação realmente sustentável e para sinalizar que a demanda por SAF no país é uma realidade. “Em maio de 2021, lançamos uma nova estratégia de sustentabilidade focada na geração de valor econômico, social e ambiental, bem como na conservação de ecossistemas. Nosso compromisso está estruturado em três pilares de gestão: mudança climática, economia circular e valor compartilhado”, afirma.

Já o diretor do Centro de Controle de Operações e Engenharia da GOL Linhas Aéreas, Eduardo Calderon, acredita que 2023 será um ano crucial devido à estrutura regulatória do uso de SAF. “O combustível no Brasil já é o mais caro do mundo, e o preço do SAF será ainda maior. Nos Estados Unidos, o modelo adotado incentiva a transição energética, então os passageiros não vão sentir tanto o aumento no preço da passagem. Mas acho que pelo fato de o Brasil ter uma tradição em combustíveis sustentáveis, isso pode representar uma vantagem competitiva”, conclui.