O painel reuniu também Marco Aurélio Di Ruzze, Vice-Presidente e sócio do Grupo BRT, sob mediação do Dr. Marcelo Oliveira, assessor jurídico da ABAV Nacional (Associação Brasileira de Agências de Viagens). O debate abordou os desafios técnicos e operacionais de adaptação às novas regras tributárias sob a ótica de diferentes elos do ecossistema do turismo.
Para Priscila Pereira, o período de transição exige atenção contínua de todo o setor, principalmente na revisão de processos, na avaliação de impactos financeiros e no alinhamento de modelos operacionais. Segundo a executiva, a adequação é um esforço coletivo que impacta a formação de preços, a gestão de custos e a competitividade de mercado. “Trata-se de um processo gradual que exige planejamento estratégico, diálogo constante e cooperação efetiva entre todos os agentes da cadeia”, destacou.
A executiva ressaltou ainda o papel central das agências de viagens na ponta da distribuição e no relacionamento direto com o cliente final. “Como pioneira no setor a se debruçar sobre a Reforma Tributária, a AHI já atua de forma estruturada no tema há dois anos, com o suporte da consultoria Ernst & Young. O assunto abrange todas as áreas do negócio e entendemos que este é um momento de transição e incertezas, no qual muitas diretrizes ainda dependem de definições governamentais. Por isso, assumimos a liderança nesses estudos para mobilizar e apoiar os demais players da cadeia”, destacou Priscila.
A diretora reforçou que, para garantir a competitividade do setor, a clareza nas relações comerciais e a previsibilidade nos negócios, é fundamental que as empresas mantenham o compliance com a legislação e fortaleçam seus sistemas e inteligência operacional, mitigando eventuais riscos ao longo do processo.

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