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domingo, 4 de junho de 2017

PostHeaderIcon Pesquisa da IFS revela grandes diferenças na maturidade digital entre indústrias: aviação é a mais avançada


A IFS, empresa global de software de gestão empresarial, revela os resultados de sua pesquisa, IFS Digital Change Survey, feita com 750 tomadores de decisão em 16 países para analisar a maturidade da transformação digital em setores tais como manufatura, petróleo e gás, aviação, construção, empreiteiras e serviços.


Forte vontade de investir

Quase 90% das empresas entrevistadas tinham recursos financeiros "adequados" ou "vantajosos" para a transformação digital, indicando uma forte vontade de investir e um apetite para desenvolver seus negócios com objetivo de se manter competitivo e crescer. Quando questionados sobre áreas prioritárias de investimento, as três principais opções foram IoT, ERP, Big Data & Analytics.

"É evidente que as empresas hoje entendem a urgência de focar na transformação digital", afirmou o vice-presidente das soluções da indústria global da IFS, Antony Bourne. "Tecnologias como Big Data e Analytics, software de gestão empresarial e Internet das Coisas são primordiais para transformar um negócio. As empresas precisam aplicar tecnologias inovadoras em conjunto com seus conhecimentos relevantes da indústria para ter sucesso e ganhar vantagem competitiva. É essa combinação que torna a transformação digital significativa e poderosa ".

Falta de funcionários talentosos

De forma alarmante, mais de 1/3 das empresas (34%) se sentem ligeiramente ou totalmente despreparadas para lidar com a transformação digital, devido à falta de talentos. Quando solicitado para nomear as áreas que experimentarão o maior déficit de profissionais talentosos, 40% citaram "business intelligence" e 39% "segurança cibernética". Outras áreas de preocupação são "Inteligência Artificial e robótica" (30%), "Big Data/Analytics” (24%) e "Nuvem” (21%).

Antony Bourne acrescentou que, "Embora as novas tecnologias sejam a chave para a transformação digital, está claro que a mudança de comunicação e o acesso aos talentos mais adequados são os principais catalisadores para o sucesso. É alarmante que mais de uma em cada três empresas não tenha equipe para gerenciar a transformação digital. Essas organizações precisam se concentrar em planos concretos de investimentos em talentos, para garantir que seja estabelecido quais são os papéis fundamentais para o sucesso em suas indústrias. Depois disso, a chave é tanto encontrar quanto atrair novos talentos, assim como treinar e re-habilitar a equipe existente ".

"Os investimentos industriais em IoT oferecem um ROI excelente, que está impulsionando a adoção", afirmou o VP de Enterprise Software do ARC Advisory Group, Ralph Rio. Ele completou: “Mas, o talento é uma limitação conforme mostra a pesquisa da IFS. Por isso, os usuários da IoT se associam a empresas tais como a IFS, que oferecem soluções líderes em IoT".

Principais diferenças entre indústrias

Quando questionados sobre o nível de maturidade da transformação digital em suas organizações, ou seja, o progresso real, 31% dos entrevistados consideram que, em uma escala de cinco graus, seus negócios estão nos dois níveis mais altos de maturidade. A indústria da aviação é a mais progressiva, com 44% dos entrevistados considerando-se avançados em sua capacidade de alavancar a transformação digital. Em seguida estão os setores de construção e empreiteiras, 39% dos quais se identificaram como maduros. Já no outro extremo do espectro está o setor de petróleo e gás, onde apenas 19% dos entrevistados se consideram capazes de se beneficiar da transformação digital.

"As diferenças nos níveis de maturidade digital entre as indústrias são notáveis. A natureza altamente competitiva do setor de aviação, juntamente com sua taxa de adoção rápida de novas tecnologias, como manutenção preditiva e impressão 3D para fabricação de peças sobressalentes, são os principais impulsionadores do sucesso da digitalização", afirmou Antony Bourne.

Impulsionadores e foco de investimento

43% dos entrevistados identificaram “eficiência dos processos internos” como impulsionador número 1 da transformação digital. A "aceleração da inovação" (29 %) e as "oportunidades de crescimento em novos mercados" (28%) foram reconhecidas como o segundo e terceiro impulsionadores mais significativos.

Obstáculos à transformação digital

Apesar das complexidades práticas e técnicas da transformação digital, a barreira número um para a mudança está no lado humano: "aversão à mudança" (42%). A segunda e terceira maior barreira são as mais concretas: "ameaças/preocupações com segurança" (39%) e "ausência dos modelos de organização e governança corretos" (38%).

Quais serão as tecnologias mais disruptivas?

Quando questionado quais as tecnologias que serão as mais disruptivas, o Big Data está no topo da lista com uma pontuação de 7,2 sobre o total de 10. Em segundo lugar está automação (7,0) e em terceiro está IoT (6,6). Embora o Big Data seja classificado no geral como o mais alto, há uma minoria significativa que sente que a automação terá o impacto mais dramático. Mais de 40% avaliou o nível de disrupção da automação como 8 sobre o total de 10, enquanto apenas 32% deram classificações elevadas para o Big Data. Nas indústrias de construção, aviação e manufatura, 48%, 48% e 50% respectivamente consideram a pontuação da interrupção da automação maior do que 8/10, o que coloca a tecnologia com classificação mais alta para essas indústrias.

Sobre a pesquisa

Esta pesquisa foi encomendada pela IFS para avaliar a maturidade da transformação digital entre as indústrias em escala global. Foi conduzida por meio de entrevistas feitas em profundidade pela agência de pesquisa e conteúdo Raconteur Custom Publishing, que considerou os pontos de vista de 750 tomadores de decisão em 16 países nas indústrias de petróleo, gás, aviação, construção e empreiteiras, manufatura e serviços industriais. Os países dos entrevistados foram EUA, Canadá, Reino Unido, Suécia, Alemanha, França, China, Japão, Austrália, Noruega, Dinamarca, Holanda, Espanha, Polônia, Oriente Médio e Índia.


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