segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Airbus prevê necessidade de 2.720 novas aeronaves na América Latina

A frota comercial de passageiros na América Latina deve saltar de 1.550 para 2.770 aeronaves até 2045, segundo a mais recente previsão de mercado da Airbus (Global Market Forecast 2026-2045). Entre os principais fatores que impulsionam o crescimento das viagens aéreas na região estão o desenvolvimento econômico, as altas taxas de urbanização e a expansão da classe média.

A descentralização populacional tem gerado novos centros urbanos, viabilizando a abertura de rotas inéditas operadas por aeronaves de última geração e expande a malha aérea do continente.

A demanda regional será amplamente dominada por aeronaves de corredor único (single-aisle), que somarão 2.520 novas entregas, enquanto os modelos de fuselagem larga (widebody) responderão por 200 aeronaves. Do total, 1.220 aviões serão destinados à expansão direta das frotas e 1.500 substituirão modelos de gerações anteriores. Impulsionada pelo avanço do tráfego de passageiros, a transição para aeronaves de última geração segue em ritmo acelerado. Atualmente, 44% da frota em operação na América Latina é composta por modelos modernos. A expectativa é que esse índice alcance 94% até 2035, auxiliando as companhias aéreas na otimização de custos e na redução das emissões de CO₂.

A propensão para viajar de avião também deve crescer expressivamente na região. A estimativa é que o número de viagens por pessoa no Brasil, Chile e México dobre ou mais do que dobre no período, com Colômbia e Argentina registrando trajetórias semelhantes. No geral, o tráfego de Origem e Destino na América Latina deve crescer 3,7% ao ano nas próximas duas décadas, impulsionado pelo mercado doméstico (4% ao ano) e pelo aumento de 3,3% ao ano nas rotas entre países da América Latina e Caribe. Com mais de 1.400 aeronaves vendidas na América Latina e Caribe, a Airbus consolida sua liderança de mercado em aviões comerciais em serviço na região. Hoje, mais de 900 aeronaves da marca estão em operação na região, além de um backlog com cerca de 450 unidades.

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