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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

PostHeaderIcon Centro de Manutenção da LATAM ganha competitividade com a internacionalização do aeroporto de São Carlos

A LATAM Airlines Brasil informa que a internacionalização do aeroporto de São Carlos (SP) deve tornar o Centro de Manutenção da LATAM (MRO) mais competitivo mundialmente. Isso se dá em razão da redução ​dos custos operacionais adicionais exigid​os com taxas aduaneiras, diárias, improdutividade dos aviões, combustível, pousos, decolagens e tripulação das aeronaves que saem de outros países para acessar os hangares de manutenção da LATAM MRO. ​A economia se inicia já em fevereiro de 2018 e poderá atingir até R$ 8,3 milhões​ em 2021.​ Estes custos adicionais têm relação direta com as restrições legais que obrigavam as aeronaves provenientes do exterior a realizarem o desembaraço aduaneiro em aeroportos internacionais do Brasil, antes e depois do MRO, tais como no Rio de Janeiro/Galeão, São Paulo/Guarulhos ou São Paulo/Viracopos, por exemplo. Agora, com a internacionalização, as aeronaves irão direto para São Carlos, reduzindo de quatro para um dia o período​ de desembaraço aduaneiro.

“Ao tornar o processo mais rápido e eficiente, projetamos um crescimento de 14% da demanda por manutenções pesadas das nossas aeronaves em São Carlos”, diz Alexandre Peronti, diretor geral do Centro de Manutenção da LATAM (MRO). “Seremos responsável por 64% das manutenções do Grupo LATAM, mantendo anualmente no país R$ 63 milhões, que seriam gastos contratando empresas externas para realizar estes checks”, completa. Segundo o executivo, além de ganhos para a empresa, toda a região de São Carlos será beneficiada com a projeção de abertura de novos postos de trabalho nos próximos anos. 

Nos últimos anos, o Grupo LATAM atuou em duas frentes para preparar o MRO para este momento de aumento de demanda a partir da internacionalização do aeroporto local. A primeira frente consistiu em um amplo e detalhado plano de aproveitamento de recursos e revisitação de processos internos. Com isso, o tempo de manutenção de um jogo de trem de pouso, por exemplo, foi reduzido de 90 para 45 dias. Outra frente envolveu a alocação de recursos da empresa. Ao todo, foram investidos R$ 10 milhões nos últimos dois anos para aumentar três novas posições para manutenção simultâneas. Dessa forma, hoje, o MRO tem capacidade de realizar ao mesmo tempo nove checks. Além das posições, o Centro possui mais 24 oficinais, nas quais os técnicos executam trabalhos que envolvem alta tecnologia, como reparo, revisão e teste de componentes de eletrônica, hidráulica, trem de pouso, pneumática, reversores, entre outros. Atualmente, o Centro de Manutenção da LATAM em São Carlos é responsável por realizar 50% das manutenções das 306 aeronaves do Grupo LATAM. Em 2016, o centro realizou 225 checks, dos quais foram revisados mais de 48 mil componentes, que demandaram 420 mil peças novas. Cenário bastante distinto de quando o MRO foi implementado, há 16 anos, quando foram realizados apenas 28 checks durante o ano em apenas um hangar.

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