A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) anunciou que a Xiamen Airlines será a companhia aérea anfitriã da 83ª Assembleia Geral Anual (AGM, na sigla em inglês) da IATA e da Cúpula Mundial de Transporte Aéreo (WATS, na sigla em inglês) em Xiamen, na China, de 30 de maio a 1º de junho de 2027.
"Estamos entusiasmados em levar a 83ª AGM da IATA para a China, sob a coordenação da Xiamen Airlines. A China é um player de grande relevância na indústria da aviação. As companhias aéreas chinesas estão entre as maiores do mundo em tráfego de passageiros. Além disso, o país está na vanguarda da aplicação de tecnologia e digitalização para o ganho de eficiência operacional. Sediar a AGM na China permitirá que os líderes da aviação global testemunhem de perto o impressionante desenvolvimento do mercado chinês", afirmou Willie Walsh, Diretor-Geral da IATA.
"É um orgulho para a Xiamen Airlines sediar a AGM da IATA e dar as boas-vindas aos nossos colegas do setor em nossa home base em Xiamen. A China é um país vasto e de grande diversidade cultural, repleto de cidades e regiões dinâmicas que vão além dos seus portões de entrada mais conhecidos. Localizada na costa sudeste da China, Xiamen é um porto histórico e um elo comercial estratégico entre a China e o resto do mundo", disse Zhao Dong, Presidente do Conselho de Administração da Xiamen Airlines.
"A inauguração do Aeroporto Internacional de Xiang'an, prevista para o final deste ano, demonstra como Xiamen vem consolidando sua importância como um hub de negócios e transporte. Os convidados da AGM podem esperar descobrir uma cultura rica, hospitalidade calorosa, beleza costeira e um estilo de vida tranquilo, elementos que compõem o espírito e a vitalidade únicos de Xiamen", declarou Xie Bing, CEO e Presidente da Xiamen Airlines.
A decisão de realizar a 83ª AGM da IATA na China foi anunciada durante a 82ª AGM da IATA, no Rio de Janeiro. Esta será a terceira vez que a China sediará este encontro global que reúne a alta cúpula da aviação mundial, e a primeira vez que o evento ocorrerá em Xiamen. Anteriormente, a Assembleia Geral já havia sido realizada em Xangai (2002) e em Pequim (2012).
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domingo, 14 de junho de 2026
sexta-feira, 12 de junho de 2026
ALTA e IATA lançam campanha para prevenir fraudes cibernéticas na compra de passagens aéreas
A Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), a Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) e parceiros estratégicos da indústria anunciam o lançamento da campanha #UnidosContraOCiberfraude, uma iniciativa digital que busca conscientizar os viajantes da Copa do Mundo de 2026 sobre a importância de adquirir suas passagens aéreas por meio de canais oficiais, em um período no qual a empolgação e a alta demanda aumentam o risco de fraudes cibernéticas.
A campanha #UnidosContraOCiberfraude tem como protagonista Antonio, seu personagem é o porta-voz oficial, e será amplificada através de parceiros por meio de seus canais de comunicação. A mensagem para os viajantes é clara: um canal oficial garante uma viagem de verdade. Em vuelasinfraude.com estão disponíveis dicas práticas para identificar e evitar fraudes na compra de passagens aéreas.
A campanha é uma resposta a um padrão que tem se intensificado a cada grande evento esportivo internacional
Durante a Copa do Mundo do Catar de 2022, a Kaspersky1 bloqueou mais de 500 milhões de tentativas de acesso a sites fraudulentos, o dobro do registrado em 2021. Já durante a Copa América de 2024, empresas como a BTR Consulting identificaram pacotes de viagem falsos, códigos QR fraudulentos e aplicativos enganosos que se passavam pelo site oficial do torneio.
O fenômeno tem impacto direto na América Latina. De acordo com a análise mais recente do Comitê Regional de Prevenção à Fraude da ALTA e da IATA, Argentina, Colômbia, Peru, Brasil e Chile registraram algumas das mais altas taxas de fraude em transações de viagem na região.
"A empolgação de viajar para vivenciar a festa da Copa do Mundo não pode se transformar em uma oportunidade para os golpistas. Comprar exclusivamente por meio de plataformas oficiais e canais autorizados é a melhor maneira de garantir transações seguras e evitar que os passageiros sejam vítimas de fraudes que resultem em perdas financeiras, roubo de dados pessoais e experiências de viagem frustradas”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA e Vice-Presidente Regional da IATA para as Américas.
O apelo da ALTA, da IATA e dos parceiros desta campanha — sete companhias aéreas associadas das Américas e da Europa, plataformas de prevenção a fraudes e processadores globais de pagamento, juntamente com as principais associações de agências de viagens e turismo da Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e República Dominicana é que os passageiros adquiram passagens aéreas exclusivamente por meio de canais oficiais, sites das companhias aéreas, aplicativos seguros ou agências devidamente regulamentadas, e que desconfiem de ofertas recebidas através de redes sociais ou correntes de mensagens, com preços incrivelmente baixos e/ou que solicitem transferências para contas de pessoas físicas ou pagamentos em dinheiro.
Nesta Copa do Mundo de 2026, a indústria da aviação está unida, ao lado de seus parceiros globais, no combate ao ciberfraude.
Para mais informações e acesso aos materiais disponíveis, acesse o site vuelasinfraude.com
A campanha #UnidosContraOCiberfraude tem como protagonista Antonio, seu personagem é o porta-voz oficial, e será amplificada através de parceiros por meio de seus canais de comunicação. A mensagem para os viajantes é clara: um canal oficial garante uma viagem de verdade. Em vuelasinfraude.com estão disponíveis dicas práticas para identificar e evitar fraudes na compra de passagens aéreas.
A campanha é uma resposta a um padrão que tem se intensificado a cada grande evento esportivo internacional
Durante a Copa do Mundo do Catar de 2022, a Kaspersky1 bloqueou mais de 500 milhões de tentativas de acesso a sites fraudulentos, o dobro do registrado em 2021. Já durante a Copa América de 2024, empresas como a BTR Consulting identificaram pacotes de viagem falsos, códigos QR fraudulentos e aplicativos enganosos que se passavam pelo site oficial do torneio.
O fenômeno tem impacto direto na América Latina. De acordo com a análise mais recente do Comitê Regional de Prevenção à Fraude da ALTA e da IATA, Argentina, Colômbia, Peru, Brasil e Chile registraram algumas das mais altas taxas de fraude em transações de viagem na região.
"A empolgação de viajar para vivenciar a festa da Copa do Mundo não pode se transformar em uma oportunidade para os golpistas. Comprar exclusivamente por meio de plataformas oficiais e canais autorizados é a melhor maneira de garantir transações seguras e evitar que os passageiros sejam vítimas de fraudes que resultem em perdas financeiras, roubo de dados pessoais e experiências de viagem frustradas”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA e Vice-Presidente Regional da IATA para as Américas.
O apelo da ALTA, da IATA e dos parceiros desta campanha — sete companhias aéreas associadas das Américas e da Europa, plataformas de prevenção a fraudes e processadores globais de pagamento, juntamente com as principais associações de agências de viagens e turismo da Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e República Dominicana é que os passageiros adquiram passagens aéreas exclusivamente por meio de canais oficiais, sites das companhias aéreas, aplicativos seguros ou agências devidamente regulamentadas, e que desconfiem de ofertas recebidas através de redes sociais ou correntes de mensagens, com preços incrivelmente baixos e/ou que solicitem transferências para contas de pessoas físicas ou pagamentos em dinheiro.
Nesta Copa do Mundo de 2026, a indústria da aviação está unida, ao lado de seus parceiros globais, no combate ao ciberfraude.
Para mais informações e acesso aos materiais disponíveis, acesse o site vuelasinfraude.com
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Porter Airlines adere à Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA)
A Porter Airlines tornou-se oficialmente membro da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Este marco significativo reflete o rápido crescimento da companhia aérea e sua crescente integração com a comunidade da aviação global.
A adesão plena ocorre após a conclusão bem-sucedida da Auditoria de Segurança Operacional da IATA (IOSA) para a frota de aeronaves Embraer E195-E2 da Porter em fevereiro de 2026. Essas conquistas representam um passo significativo na evolução da Porter como uma companhia aérea com ambições internacionais crescentes.
“Ao longo dos 20 anos de história da Porter, buscamos aprimorar a experiência de voo para nossos passageiros, trabalhando em colaboração com parceiros e com o setor em geral. A adesão à IATA é um reconhecimento da companhia aérea que nos tornamos e do crescimento expressivo que experimentamos nos últimos anos”, disse Michael Deluce, CEO da Porter Airlines. “Temos observado um forte interesse de companhias aéreas internacionais em trabalhar conosco, e a filiação à IATA nos proporciona a plataforma necessária para fortalecer esses relacionamentos, além de contribuir para as discussões que estão moldando o futuro da aviação.”
“É com grande satisfação que damos as boas-vindas à Porter Airlines como membro da IATA e parabenizamos a empresa por esta importante conquista. Aguardamos com expectativa sua participação ativa e colaboração na definição da agenda e das prioridades do setor, contribuindo para o crescimento contínuo da aviação no Canadá e no mundo”, disse Willie Walsh, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
A filiação à IATA proporciona à Porter uma voz formal que contribui para os padrões e políticas da aviação global, ao lado das principais companhias aéreas do mundo, e uma plataforma para facilitar o relacionamento com parceiros aéreos internacionais – abrindo portas para mais parcerias interline e de codeshare.
A Porter junta-se a mais de 370 companhias aéreas na comunidade IATA, uma organização que representa mais de 80% do tráfego aéreo mundial. A companhia aérea tem atualmente parcerias com 15 companhias aéreas na América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico, oferecendo aos passageiros a possibilidade de conexões num único itinerário e acesso a benefícios de fidelidade recíprocos em companhias aéreas selecionadas.
Desde que lançou seu primeiro voo em 2006, a Porter se tornou uma das companhias aéreas mais reconhecidas do Canadá, recebendo diversos prêmios, incluindo o de Melhor Companhia Aérea Regional da América do Norte pela Skytrax e o de uma das 3 melhores companhias aéreas regionais do mundo pela APEX. A companhia opera uma frota moderna de 82 aeronaves Embraer E195-E2 e De Havilland Dash 8-400 em uma rede em expansão na América do Norte, Caribe e América Central.
A Porter oferece sua experiência exclusiva de classe econômica elevada em todos os voos: sem assentos do meio e com lanches e bebidas premium de cortesia, incluindo cerveja e vinho servidos em taças de vidro. Na frota de Embraer E195-E2, os passageiros também desfrutam de refeições frescas e Wi-Fi rápido e gratuito. É esse nível de hospitalidade e atenção que distingue a Porter como líder em experiência do passageiro e lhe rendeu uma base fiel de viajantes que acreditam que a jornada é tão importante quanto o destino.
A adesão plena ocorre após a conclusão bem-sucedida da Auditoria de Segurança Operacional da IATA (IOSA) para a frota de aeronaves Embraer E195-E2 da Porter em fevereiro de 2026. Essas conquistas representam um passo significativo na evolução da Porter como uma companhia aérea com ambições internacionais crescentes.
“Ao longo dos 20 anos de história da Porter, buscamos aprimorar a experiência de voo para nossos passageiros, trabalhando em colaboração com parceiros e com o setor em geral. A adesão à IATA é um reconhecimento da companhia aérea que nos tornamos e do crescimento expressivo que experimentamos nos últimos anos”, disse Michael Deluce, CEO da Porter Airlines. “Temos observado um forte interesse de companhias aéreas internacionais em trabalhar conosco, e a filiação à IATA nos proporciona a plataforma necessária para fortalecer esses relacionamentos, além de contribuir para as discussões que estão moldando o futuro da aviação.”
“É com grande satisfação que damos as boas-vindas à Porter Airlines como membro da IATA e parabenizamos a empresa por esta importante conquista. Aguardamos com expectativa sua participação ativa e colaboração na definição da agenda e das prioridades do setor, contribuindo para o crescimento contínuo da aviação no Canadá e no mundo”, disse Willie Walsh, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
A filiação à IATA proporciona à Porter uma voz formal que contribui para os padrões e políticas da aviação global, ao lado das principais companhias aéreas do mundo, e uma plataforma para facilitar o relacionamento com parceiros aéreos internacionais – abrindo portas para mais parcerias interline e de codeshare.
A Porter junta-se a mais de 370 companhias aéreas na comunidade IATA, uma organização que representa mais de 80% do tráfego aéreo mundial. A companhia aérea tem atualmente parcerias com 15 companhias aéreas na América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico, oferecendo aos passageiros a possibilidade de conexões num único itinerário e acesso a benefícios de fidelidade recíprocos em companhias aéreas selecionadas.
Desde que lançou seu primeiro voo em 2006, a Porter se tornou uma das companhias aéreas mais reconhecidas do Canadá, recebendo diversos prêmios, incluindo o de Melhor Companhia Aérea Regional da América do Norte pela Skytrax e o de uma das 3 melhores companhias aéreas regionais do mundo pela APEX. A companhia opera uma frota moderna de 82 aeronaves Embraer E195-E2 e De Havilland Dash 8-400 em uma rede em expansão na América do Norte, Caribe e América Central.
A Porter oferece sua experiência exclusiva de classe econômica elevada em todos os voos: sem assentos do meio e com lanches e bebidas premium de cortesia, incluindo cerveja e vinho servidos em taças de vidro. Na frota de Embraer E195-E2, os passageiros também desfrutam de refeições frescas e Wi-Fi rápido e gratuito. É esse nível de hospitalidade e atenção que distingue a Porter como líder em experiência do passageiro e lhe rendeu uma base fiel de viajantes que acreditam que a jornada é tão importante quanto o destino.
terça-feira, 9 de junho de 2026
IATA expande serviços de carga no Brasil, México e Paraguai
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) está expandindo a presença de suas soluções de carga na América Latina, incluindo o Cargo Accounts Settlement Systems (CASS - Sistema de Liquidação de Contas de Carga). As toneladas-quilômetro de carga transportadas por companhias aéreas baseadas na região aumentaram, em média, 3,3% anualmente ao longo dos últimos 10 anos, até abril de 2026, resultando em um crescimento acumulado de 38,8% no período. Isso fundamenta os seguintes desenvolvimentos:
México: As operações do CASS Doméstico começaram em abril de 2026, sobre a sólida base estabelecida pelas operações do CASS Export, que tiveram início em 1987. O México será o segundo país, depois dos EUA, a implementar o IATA FlexiPay, permitindo faturamento em tempo real, pré-pagamento seguro e arranjos flexíveis de pagamento entre companhias aéreas, agentes de carga e despachantes de carga.
O México é um dos maiores mercados de carga aérea da região. Em 2025, o segmento doméstico transportou mais de 125.000 toneladas de carga aérea, representando 15,8% da tonelagem total transportada de, para e dentro do México. No primeiro trimestre de 2026, a conectividade doméstica se fortaleceu com as rotas de crescimento mais rápidas incluindo Monterrey-Aeroporto Internacional da Cidade do México (+50,9% em termos anuais), Tijuana-Guadalajara (+36,0% em termos anuais) e Aeroporto Internacional da Cidade do México-Hermosillo (+17,0% em termos anuais).
Paraguai: A abertura do CASS Export está planejada para o último trimestre de 2026 no Paraguai, com previsão de forte adesão do setor à medida que os volumes de carga crescem.
Embora seja um dos menores mercados da América Latina, o Paraguai registrou um crescimento significativo nos volumes. Em 2025, transportou mais de 42.000 toneladas de carga aérea, um aumento de 225,3% em termos anuais.
Brasil: A IATA planeja introduzir o CASS Doméstico no Brasil a partir do início de 2027 – lançamento inspirado na força do CASS Export, que opera no mercado há mais de duas décadas.
Em 2025, as companhias aéreas que atendem o Brasil transportaram mais de 791.000 toneladas de carga aérea, das quais 7,9% corresponderam ao tráfego doméstico. No geral, o modal aéreo transportou 5,9% das exportações do Brasil em valor em 2025, embora essas exportações de alto valor e baixa densidade tenham representado apenas 0,3% do peso total das exportações brasileiras.
"A IATA tem apoiado ativamente, há décadas, as companhias aéreas na América Latina com sistemas simplificados de pagamento e liquidação. A indústria de carga reconhece há muito tempo o valor do CASS IATA e agora deposita sua confiança na IATA para apoiar o crescimento dos mercados domésticos no Brasil e no México, além de um mercado de exportação emergente no Paraguai", disse Juan Antonio Rodríguez, Diretor Executivo de Serviços Financeiros, BSP e CASS IATA.
Sobre o CASS
O CASS desempenha um papel vital na otimização do movimento global de carga aérea, simplificando o faturamento e a liquidação de contas entre companhias aéreas e despachantes de carga. Esse processo é gerenciado por meio do CASSLink, uma solução global avançada de faturamento eletrônico baseada na web.
Em 2025, o CASS processou US$ 47,5 bilhões, com uma taxa de liquidação de 100% dentro do prazo. Globalmente, a IATA opera 89 operações do CASS Export, 9 operações do CASS Import e 2 operações do CASS Domestic, incluindo o recém-lançado CASS Domestic do México.
México: As operações do CASS Doméstico começaram em abril de 2026, sobre a sólida base estabelecida pelas operações do CASS Export, que tiveram início em 1987. O México será o segundo país, depois dos EUA, a implementar o IATA FlexiPay, permitindo faturamento em tempo real, pré-pagamento seguro e arranjos flexíveis de pagamento entre companhias aéreas, agentes de carga e despachantes de carga.
O México é um dos maiores mercados de carga aérea da região. Em 2025, o segmento doméstico transportou mais de 125.000 toneladas de carga aérea, representando 15,8% da tonelagem total transportada de, para e dentro do México. No primeiro trimestre de 2026, a conectividade doméstica se fortaleceu com as rotas de crescimento mais rápidas incluindo Monterrey-Aeroporto Internacional da Cidade do México (+50,9% em termos anuais), Tijuana-Guadalajara (+36,0% em termos anuais) e Aeroporto Internacional da Cidade do México-Hermosillo (+17,0% em termos anuais).
Paraguai: A abertura do CASS Export está planejada para o último trimestre de 2026 no Paraguai, com previsão de forte adesão do setor à medida que os volumes de carga crescem.
Embora seja um dos menores mercados da América Latina, o Paraguai registrou um crescimento significativo nos volumes. Em 2025, transportou mais de 42.000 toneladas de carga aérea, um aumento de 225,3% em termos anuais.
Brasil: A IATA planeja introduzir o CASS Doméstico no Brasil a partir do início de 2027 – lançamento inspirado na força do CASS Export, que opera no mercado há mais de duas décadas.
Em 2025, as companhias aéreas que atendem o Brasil transportaram mais de 791.000 toneladas de carga aérea, das quais 7,9% corresponderam ao tráfego doméstico. No geral, o modal aéreo transportou 5,9% das exportações do Brasil em valor em 2025, embora essas exportações de alto valor e baixa densidade tenham representado apenas 0,3% do peso total das exportações brasileiras.
"A IATA tem apoiado ativamente, há décadas, as companhias aéreas na América Latina com sistemas simplificados de pagamento e liquidação. A indústria de carga reconhece há muito tempo o valor do CASS IATA e agora deposita sua confiança na IATA para apoiar o crescimento dos mercados domésticos no Brasil e no México, além de um mercado de exportação emergente no Paraguai", disse Juan Antonio Rodríguez, Diretor Executivo de Serviços Financeiros, BSP e CASS IATA.
Sobre o CASS
O CASS desempenha um papel vital na otimização do movimento global de carga aérea, simplificando o faturamento e a liquidação de contas entre companhias aéreas e despachantes de carga. Esse processo é gerenciado por meio do CASSLink, uma solução global avançada de faturamento eletrônico baseada na web.
Em 2025, o CASS processou US$ 47,5 bilhões, com uma taxa de liquidação de 100% dentro do prazo. Globalmente, a IATA opera 89 operações do CASS Export, 9 operações do CASS Import e 2 operações do CASS Domestic, incluindo o recém-lançado CASS Domestic do México.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
IATA e ICAO fortalecem cooperação para impulsionar combustíveis sustentáveis de aviação
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) e a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) anunciaram hoje, durante a Semana Climática da Aviação, uma cooperação ampliada para avançar na transparência e integridade do monitoramento do progresso e acelerar o desenvolvimento e a implementação dos Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF).
A colaboração entre a indústria e os Estados, apoiada por sistemas robustos e dados de alta qualidade, busca permitir um monitoramento transparente e confiável da conversão de energias mais limpas para a aviação e de sua contribuição para atingir emissões líquidas zero de carbono até 2050, em alinhamento com as respectivas ambições e compromissos da IATA e da ICAO.
Ambas as organizações concordaram em explorar como os registros de SAF e os dados coletados podem apoiar a implementação da metodologia de Monitoramento e Relatórios (LMR, na sigla em inglês) da Meta Aspiracional de Longo Prazo (LTAG, na sigla em inglês) da ICAO, bem como a consideração de sistemas de contabilização de combustível para a aviação internacional.
“O monitoramento confiável é necessário para conhecer as reduções de emissões proporcionadas pelo SAF. Os dados coletados pelo Registro SAF do CADO, entre outros, têm potencial para atender a essa necessidade. Ao trabalhar com a ICAO para fortalecer a forma como o progresso no uso de SAF é medido e reportado, podemos acelerar a implementação, construir confiança entre as partes interessadas e colocar a aviação no caminho para emissões líquidas zero até 2050. Isso estabelecerá um grande exemplo para que os Estados individuais trabalhem com a indústria para aproveitar ao máximo os dados de SAF que estão sendo acumulados”, disse Willie Walsh, Diretor-Geral da IATA.
“Alcançar a visão da ICAO de emissões líquidas zero de carbono exigirá níveis sem precedentes de transparência e cooperação em todo o setor. Este acordo apoiará o fortalecimento da liderança da organização enquanto auxiliamos os Estados e a indústria na ampliação do uso de combustíveis sustentáveis de aviação e outras energias mais limpas para a aviação. Ao melhorar nossas capacidades globais de monitoramento e a visibilidade sobre a produção, distribuição e uso de SAF, poderemos apoiar a integridade dos sistemas globais de contabilização de combustível e garantir que os investimentos climáticos sejam reconhecidos de forma consistente e transparente dentro das estruturas que estabelecemos”, afirmou Juan Carlos Salazar, Secretário-Geral da ICAO.
A colaboração entre a indústria e os Estados, apoiada por sistemas robustos e dados de alta qualidade, busca permitir um monitoramento transparente e confiável da conversão de energias mais limpas para a aviação e de sua contribuição para atingir emissões líquidas zero de carbono até 2050, em alinhamento com as respectivas ambições e compromissos da IATA e da ICAO.
Ambas as organizações concordaram em explorar como os registros de SAF e os dados coletados podem apoiar a implementação da metodologia de Monitoramento e Relatórios (LMR, na sigla em inglês) da Meta Aspiracional de Longo Prazo (LTAG, na sigla em inglês) da ICAO, bem como a consideração de sistemas de contabilização de combustível para a aviação internacional.
“O monitoramento confiável é necessário para conhecer as reduções de emissões proporcionadas pelo SAF. Os dados coletados pelo Registro SAF do CADO, entre outros, têm potencial para atender a essa necessidade. Ao trabalhar com a ICAO para fortalecer a forma como o progresso no uso de SAF é medido e reportado, podemos acelerar a implementação, construir confiança entre as partes interessadas e colocar a aviação no caminho para emissões líquidas zero até 2050. Isso estabelecerá um grande exemplo para que os Estados individuais trabalhem com a indústria para aproveitar ao máximo os dados de SAF que estão sendo acumulados”, disse Willie Walsh, Diretor-Geral da IATA.
“Alcançar a visão da ICAO de emissões líquidas zero de carbono exigirá níveis sem precedentes de transparência e cooperação em todo o setor. Este acordo apoiará o fortalecimento da liderança da organização enquanto auxiliamos os Estados e a indústria na ampliação do uso de combustíveis sustentáveis de aviação e outras energias mais limpas para a aviação. Ao melhorar nossas capacidades globais de monitoramento e a visibilidade sobre a produção, distribuição e uso de SAF, poderemos apoiar a integridade dos sistemas globais de contabilização de combustível e garantir que os investimentos climáticos sejam reconhecidos de forma consistente e transparente dentro das estruturas que estabelecemos”, afirmou Juan Carlos Salazar, Secretário-Geral da ICAO.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Líderes da Aviação se Reúnem no Rio de Janeiro para a 82ª AGM da IATA
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) anunciou que líderes da indústria global da aviação estão se reunindo no Rio de Janeiro para a 82ª Assembleia Geral Anual da IATA (AGM, na sigla em inglês) e a Cúpula Mundial do Transporte Aéreo (WATS, na sigla em inglês), que acontecem entre os dias 6 e 8 de junho de 2026.
A última AGM realizada na América do Sul ocorreu em 1999, também no Rio de Janeiro. O evento marcou a introdução formal do formato da Cúpula Mundial do Transporte Aéreo, consolidando a AGM da IATA como a principal plataforma do setor para debates de alto nível sobre questões críticas da aviação.
O grupo LATAM Airlines é a companhia anfitriã do evento, que deverá reunir cerca de 1.500 líderes da indústria, autoridades governamentais e representantes da imprensa.
“Estamos entusiasmados por voltar à América do Sul após 27 anos. Nas últimas décadas, toda a região realizou investimentos significativos em infraestrutura aeroportuária, posicionando o continente para colher benefícios econômicos e sociais da conectividade aérea. O setor de aviação brasileiro, em rápida modernização, já corresponde a 2,1% do PIB do país. Com um vasto potencial turístico, enorme capacidade de produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e exportações em crescimento, o Brasil tem todas as condições para fortalecer ainda mais sua conectividade aérea, representando ganhos para as pessoas, para os empregos, para o comércio e para a economia como um todo. Destacaremos as políticas e mudanças necessárias para transformar esse potencial em realidade, dentro de uma programação voltada aos desafios globais mais urgentes da aviação”, afirmou Willie Walsh, diretor-geral da IATA.
O Brasil continua consolidando sua liderança na América do Sul, tendo recebido nove milhões de visitantes internacionais em 2025. Segundo o relatório O Valor do Transporte Aéreo para o Brasil da IATA, o setor de aviação do país, incluindo companhias aéreas, operadores aeroportuários, empresas instaladas em aeroportos, prestadores de serviços de navegação aérea e fabricantes, emprega 246.800 pessoas e gera US$ 10,3 bilhões em atividade econômica, o equivalente a 0,5% do PIB nacional. Considerando toda a cadeia de valor da aviação, incluindo os gastos dos trabalhadores e as atividades relacionadas ao turismo, o setor sustenta 1,9 milhão de empregos e contribui com US$ 46,4 bilhões para o PIB, o equivalente a 2,1% da economia brasileira.
A demanda por transporte aéreo no maior mercado de aviação da América do Sul continua forte. Em 2025, o Brasil registrou crescimento anual de 11,5% na demanda total de passageiros, com os mercados doméstico e internacional superando os níveis pré-pandemia. O tráfego doméstico ultrapassou 100 milhões de passageiros pela primeira vez, enquanto a demanda internacional cresceu 17% em relação a 2024, ficando 20,4 pontos percentuais acima dos níveis registrados em 2019, na pré-pandemia.
“Como companhia anfitriã da 82ª Assembleia Geral Anual da IATA, o Grupo LATAM Airlines tem a honra de receber no Brasil os membros da comunidade global da aviação. Aqui eles encontrarão um mercado aéreo que contribui significativamente para o desenvolvimento econômico do país. A LATAM tem orgulho de ser uma peça importante desse progresso, que está transformando vidas para melhor. Este evento representa uma grande oportunidade para impulsionar as condições necessárias para que a aviação no Brasil e em toda a América do Sul se torne um catalisador ainda mais relevante de crescimento e desenvolvimento”, afirmou Roberto Alvo, CEO da LATAM Airlines Group.
Cúpula Mundial do Transporte Aéreo
A Cúpula Mundial do Transporte Aéreo (WATS), que ocorre imediatamente após a AGM, abordará as principais questões enfrentadas pela indústria da aviação com uma agenda ambiciosa de tópicos globais e regionais.
Os destaques incluem o sempre popular Painel de CEOs, apresentado por Richard Quest, da CNN, com a participação de Luís Rodrigues, CEO da TAP Air Portugal; Con Korfiatis, CEO da Oman Air; Güliz Öztürk, CEO da Pegasus Airlines; e Adrian Neuhauser, CEO da Abra.
Os principais tópicos a serem abordados na WATS incluem:
- Transformar o potencial da aviação do Brasil em realidade
- Reduzir a lacuna entre o potencial de produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) do Brasil e as necessidades das companhias aéreas
- Garantir o espaço aéreo para acomodar o crescimento em meio à proliferação de conflitos
- Comércio, tarifas e o papel do transporte de carga aérea
- A psicologia dos passageiros em situações de estresse
- Direitos dos passageiros, dados e perspectivas para uma melhor regulamentação
- A IA está cumprindo suas promessas para as companhias aéreas?
O programa também inclui a oitava edição do Prêmio IATA de Diversidade e Inclusão. Os prêmios homenageiam indivíduos e organizações que promovem o equilíbrio de gênero no setor por meio da iniciativa 25by2025.
> Programa Completo da AGM
A última AGM realizada na América do Sul ocorreu em 1999, também no Rio de Janeiro. O evento marcou a introdução formal do formato da Cúpula Mundial do Transporte Aéreo, consolidando a AGM da IATA como a principal plataforma do setor para debates de alto nível sobre questões críticas da aviação.
O grupo LATAM Airlines é a companhia anfitriã do evento, que deverá reunir cerca de 1.500 líderes da indústria, autoridades governamentais e representantes da imprensa.
“Estamos entusiasmados por voltar à América do Sul após 27 anos. Nas últimas décadas, toda a região realizou investimentos significativos em infraestrutura aeroportuária, posicionando o continente para colher benefícios econômicos e sociais da conectividade aérea. O setor de aviação brasileiro, em rápida modernização, já corresponde a 2,1% do PIB do país. Com um vasto potencial turístico, enorme capacidade de produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e exportações em crescimento, o Brasil tem todas as condições para fortalecer ainda mais sua conectividade aérea, representando ganhos para as pessoas, para os empregos, para o comércio e para a economia como um todo. Destacaremos as políticas e mudanças necessárias para transformar esse potencial em realidade, dentro de uma programação voltada aos desafios globais mais urgentes da aviação”, afirmou Willie Walsh, diretor-geral da IATA.
O Brasil continua consolidando sua liderança na América do Sul, tendo recebido nove milhões de visitantes internacionais em 2025. Segundo o relatório O Valor do Transporte Aéreo para o Brasil da IATA, o setor de aviação do país, incluindo companhias aéreas, operadores aeroportuários, empresas instaladas em aeroportos, prestadores de serviços de navegação aérea e fabricantes, emprega 246.800 pessoas e gera US$ 10,3 bilhões em atividade econômica, o equivalente a 0,5% do PIB nacional. Considerando toda a cadeia de valor da aviação, incluindo os gastos dos trabalhadores e as atividades relacionadas ao turismo, o setor sustenta 1,9 milhão de empregos e contribui com US$ 46,4 bilhões para o PIB, o equivalente a 2,1% da economia brasileira.
A demanda por transporte aéreo no maior mercado de aviação da América do Sul continua forte. Em 2025, o Brasil registrou crescimento anual de 11,5% na demanda total de passageiros, com os mercados doméstico e internacional superando os níveis pré-pandemia. O tráfego doméstico ultrapassou 100 milhões de passageiros pela primeira vez, enquanto a demanda internacional cresceu 17% em relação a 2024, ficando 20,4 pontos percentuais acima dos níveis registrados em 2019, na pré-pandemia.
“Como companhia anfitriã da 82ª Assembleia Geral Anual da IATA, o Grupo LATAM Airlines tem a honra de receber no Brasil os membros da comunidade global da aviação. Aqui eles encontrarão um mercado aéreo que contribui significativamente para o desenvolvimento econômico do país. A LATAM tem orgulho de ser uma peça importante desse progresso, que está transformando vidas para melhor. Este evento representa uma grande oportunidade para impulsionar as condições necessárias para que a aviação no Brasil e em toda a América do Sul se torne um catalisador ainda mais relevante de crescimento e desenvolvimento”, afirmou Roberto Alvo, CEO da LATAM Airlines Group.
Cúpula Mundial do Transporte Aéreo
A Cúpula Mundial do Transporte Aéreo (WATS), que ocorre imediatamente após a AGM, abordará as principais questões enfrentadas pela indústria da aviação com uma agenda ambiciosa de tópicos globais e regionais.
Os destaques incluem o sempre popular Painel de CEOs, apresentado por Richard Quest, da CNN, com a participação de Luís Rodrigues, CEO da TAP Air Portugal; Con Korfiatis, CEO da Oman Air; Güliz Öztürk, CEO da Pegasus Airlines; e Adrian Neuhauser, CEO da Abra.
Os principais tópicos a serem abordados na WATS incluem:
- Transformar o potencial da aviação do Brasil em realidade
- Reduzir a lacuna entre o potencial de produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) do Brasil e as necessidades das companhias aéreas
- Garantir o espaço aéreo para acomodar o crescimento em meio à proliferação de conflitos
- Comércio, tarifas e o papel do transporte de carga aérea
- A psicologia dos passageiros em situações de estresse
- Direitos dos passageiros, dados e perspectivas para uma melhor regulamentação
- A IA está cumprindo suas promessas para as companhias aéreas?
O programa também inclui a oitava edição do Prêmio IATA de Diversidade e Inclusão. Os prêmios homenageiam indivíduos e organizações que promovem o equilíbrio de gênero no setor por meio da iniciativa 25by2025.
> Programa Completo da AGM
quinta-feira, 21 de maio de 2026
IATA debate descarbonização da aviação civil em evento da ANAC e reforça políticas públicas adequadas para viabilizar o SAF
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) participou ontem (20) do evento "Desafios da Aviação Civil – Próximos 5 Anos", promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em Brasília. A diretora-geral da IATA no Brasil, Simone Tcherniakovsky, integrou a mesa-redonda sobre descarbonização, trazendo a perspectiva global da associação para o debate sobre o novo planejamento estratégico da agência para o período 2027–2030.
No centro do debate esteve o Combustível Sustentável de Aviação (SAF), principal vetor para que a aviação alcance emissões líquidas zero de carbono até 2050, meta assumida globalmente pela indústria e pelos Estados no âmbito da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). A IATA estima que 65% da redução total de emissões necessária deverá vir do SAF. O ponto de partida, porém, ainda é crítico: hoje o SAF representa apenas 0,8% do consumo global de combustível na aviação.
"O desafio deixou de ser definir metas ou compromissos – o verdadeiro desafio é transformar essas ambições em produção efetiva", afirmou Simone Tcherniakovsky durante o painel.
Brasil tem potencial, mas precisa de políticas bem calibradas
A executiva destacou que o Brasil reúne condições únicas para se posicionar como líder global na produção de SAF, com biomassa abundante, base de refino consolidada e um arcabouço regulatório favorável, incluindo a Lei nº 14.993/2024. No entanto, a realidade atual ainda é de baixa produção e pouca previsibilidade sobre disponibilidade e custo futuro do combustível.
A IATA alertou para o risco de desalinhamento entre o ritmo das políticas públicas e o estágio de desenvolvimento do mercado. Com metas obrigatórias de redução de emissões de gases do efeito estufa por meio da utilização do SAF a partir de 2027, a introdução prematura de mandatos, antes que haja oferta suficiente, pode resultar em aumento expressivo de custos operacionais, redução de conectividade e desincentivo ao investimento.
Quatro prioridades para a regulação da aviação brasileira
Durante o debate, a IATA estruturou sua contribuição em torno de quatro eixos prioritários para o planejamento estratégico da ANAC:
• Alinhamento com o CORSIA e o net zero global: a regulação brasileira deve ser coerente com os mecanismos internacionais de compensação de carbono adotados no âmbito da ICAO, evitando duplicidade de obrigações e garantindo competitividade às companhias aéreas brasileiras.
• Habilitação de um mercado funcional de SAF: são necessários incentivos econômicos para reduzir o gap de preço em relação ao querosene convencional e instrumentos flexíveis, como o book & claim — mecanismo que permite desacoplar a entrega física do SAF da aquisição de seus atributos ambientais, viabilizando crescimento da demanda antes que toda a infraestrutura esteja constituída.
• Eficiências de infraestrutura e operações: melhorias na gestão do espaço aéreo, modernização de frota e eficiência nos aeroportos têm potencial imediato de redução de emissões e devem integrar a agenda regulatória.
• Previsibilidade regulatória: investimentos em descarbonização exigem horizontes de longo prazo. A ANAC tem papel central em garantir uma regulação tecnologicamente neutra, flexível e coordenada com os demais órgãos envolvidos — energia, fazenda, agricultura e meio ambiente.
"No Brasil, onde o transporte aéreo é essencial para a integração de um país continental, equacionar crescimento e sustentabilidade é um dos maiores desafios regulatórios e operacionais da próxima década. Não basta definir metas ambiciosas — é preciso garantir que elas sejam executáveis", concluiu Simone.
O evento da ANAC, realizado em três encontros ao longo de maio de 2026, reuniu representantes do setor público e privado para subsidiar a construção do novo planejamento estratégico da agência. Os resultados devem orientar as prioridades regulatórias da aviação civil brasileira até 2030.
No centro do debate esteve o Combustível Sustentável de Aviação (SAF), principal vetor para que a aviação alcance emissões líquidas zero de carbono até 2050, meta assumida globalmente pela indústria e pelos Estados no âmbito da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). A IATA estima que 65% da redução total de emissões necessária deverá vir do SAF. O ponto de partida, porém, ainda é crítico: hoje o SAF representa apenas 0,8% do consumo global de combustível na aviação.
"O desafio deixou de ser definir metas ou compromissos – o verdadeiro desafio é transformar essas ambições em produção efetiva", afirmou Simone Tcherniakovsky durante o painel.
Brasil tem potencial, mas precisa de políticas bem calibradas
A executiva destacou que o Brasil reúne condições únicas para se posicionar como líder global na produção de SAF, com biomassa abundante, base de refino consolidada e um arcabouço regulatório favorável, incluindo a Lei nº 14.993/2024. No entanto, a realidade atual ainda é de baixa produção e pouca previsibilidade sobre disponibilidade e custo futuro do combustível.
A IATA alertou para o risco de desalinhamento entre o ritmo das políticas públicas e o estágio de desenvolvimento do mercado. Com metas obrigatórias de redução de emissões de gases do efeito estufa por meio da utilização do SAF a partir de 2027, a introdução prematura de mandatos, antes que haja oferta suficiente, pode resultar em aumento expressivo de custos operacionais, redução de conectividade e desincentivo ao investimento.
Quatro prioridades para a regulação da aviação brasileira
Durante o debate, a IATA estruturou sua contribuição em torno de quatro eixos prioritários para o planejamento estratégico da ANAC:
• Alinhamento com o CORSIA e o net zero global: a regulação brasileira deve ser coerente com os mecanismos internacionais de compensação de carbono adotados no âmbito da ICAO, evitando duplicidade de obrigações e garantindo competitividade às companhias aéreas brasileiras.
• Habilitação de um mercado funcional de SAF: são necessários incentivos econômicos para reduzir o gap de preço em relação ao querosene convencional e instrumentos flexíveis, como o book & claim — mecanismo que permite desacoplar a entrega física do SAF da aquisição de seus atributos ambientais, viabilizando crescimento da demanda antes que toda a infraestrutura esteja constituída.
• Eficiências de infraestrutura e operações: melhorias na gestão do espaço aéreo, modernização de frota e eficiência nos aeroportos têm potencial imediato de redução de emissões e devem integrar a agenda regulatória.
• Previsibilidade regulatória: investimentos em descarbonização exigem horizontes de longo prazo. A ANAC tem papel central em garantir uma regulação tecnologicamente neutra, flexível e coordenada com os demais órgãos envolvidos — energia, fazenda, agricultura e meio ambiente.
"No Brasil, onde o transporte aéreo é essencial para a integração de um país continental, equacionar crescimento e sustentabilidade é um dos maiores desafios regulatórios e operacionais da próxima década. Não basta definir metas ambiciosas — é preciso garantir que elas sejam executáveis", concluiu Simone.
O evento da ANAC, realizado em três encontros ao longo de maio de 2026, reuniu representantes do setor público e privado para subsidiar a construção do novo planejamento estratégico da agência. Os resultados devem orientar as prioridades regulatórias da aviação civil brasileira até 2030.
domingo, 15 de março de 2026
IATA destaca as três prioridades para o transporte aéreo de carga
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) destacou três prioridades para a indústria global de carga aérea:
- Acelerar a digitalização
- Fortalecer os padrões globais
- Aprimorar a segurança operacional
“A carga aérea desempenha um papel crítico ao conectar empresas aos mercados globais e manter as cadeias de suprimento em funcionamento, mesmo à medida que o ambiente operacional se torna mais complexo. Com tantos eventos externos impactando as cadeias globais de suprimento – incluindo choques tarifários e geopolíticos – é importante trabalharmos para construir resiliência nas áreas que podemos controlar ou influenciar. Trabalhar juntos para fortalecer a digitalização, os padrões globais e a segurança das cadeias logísticas colocará o transporte aéreo de carga em uma posição sólida para continuar apoiando o crescimento econômico ao conectar produtos aos mercados”, afirmou Brendan Sullivan, Diretor Global de Cargas da IATA, na abertura do Simpósio Mundial de Cargas da IATA (World Cargo Symposium - WCS) em Lima, Peru.
Acelerar a digitalização
“Os dados da carga aérea ainda estão distribuídos em sistemas fragmentados ao longo da cadeia de suprimentos, gerando duplicação de informações, atrasos e riscos de conformidade. Isso é particularmente desafiador para segmentos de grande volume, como o comércio eletrônico, em que os dados do house waybill precisam permanecer alinhados com os registros do master air waybill das companhias aéreas em múltiplos sistemas e jurisdições. O ONE Record representa uma mudança estrutural na forma como a indústria compartilha, gerencia e confia nos dados ao longo da cadeia logística”, disse Sullivan.
Desde janeiro de 2026, o ONE Record, padrão para compartilhamento de dados de carga de ponta a ponta, tornou-se o método preferencial para troca de informações no setor. Embora companhias aéreas responsáveis por mais de 70% do volume global de air waybills estejam no caminho para implementação, o progresso pode ser acelerado com:
- Mais companhias aéreas e agentes de carga ampliando a implementação
- Governos aceitando dados do ONE Record em declarações regulatórias
- Provedores de tecnologia desenvolvendo e implantando plataformas seguras e interoperáveis
Fortalecer os padrões globais
Para garantir que os padrões globais sejam aplicados de forma consistente e que a carga possa circular eficientemente entre países, a IATA está focada em fortalecer padrões internacionais em duas áreas principais:
- Regulamentos de Mercadorias Perigosas (DGR, na sigla em inglês): O número de variações nacionais e de operadores para o manuseio de mercadorias perigosas ultrapassou 1.200. Isso aumenta a complexidade em um setor no qual a segurança se baseia em padrões globais uniformes. Embora variações sempre existam, a IATA enfatizou que elas devem ser transparentes, justificadas e o mais alinhadas possível aos padrões globais.
- Slots aeroportuários: O acesso justo à infraestrutura aeroportuária é essencial para operações eficientes de carga. Em alguns grandes hubs – incluindo Bogotá, Dubai, Heathrow e Gatwick – companhias cargueiras frequentemente recebem apenas slots temporários ou ad hoc, em vez de alocações históricas. Isso limita a flexibilidade operacional e o planejamento de longo prazo. A IATA destacou que a alocação de slots deve seguir os princípios das Diretrizes Globais de Slots Aeroportuários (Worldwide Airport Slot Guidelines), garantindo acesso justo, transparente e não discriminatório.
“Padrões globais e acesso justo à infraestrutura são essenciais. À medida que o comércio mundial evolui, alinhar requisitos regulatórios e garantir uma alocação transparente de slots será fundamental para manter uma conectividade confiável da carga aérea”, afirmou Sullivan.
Segurança operacional
É necessário manter atenção contínua para garantir que os marcos de segurança para mercadorias perigosas e os processos de segurança da carga ao longo da cadeia logística acompanhem os novos riscos operacionais e de segurança.
- Segurança no transporte de mercadorias perigosas: O Anexo 18 da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) é a base global para o transporte seguro de mercadorias perigosas por via aérea. No entanto, é necessária modernização regulatória para refletir cadeias de suprimento atuais — mais digitais, rápidas e complexas — e para lidar com riscos emergentes, como mercadorias perigosas não declaradas e uso inadequado de baterias de lítio
- Segurança de carga: As cadeias logísticas de carga aérea podem ser alvos de interrupções maliciosas, o que reforça a necessidade de processos de segurança consistentes e modernos. A Declaração de Segurança da Remessa de Carga (CSD, na sigla em inglês) é uma ferramenta importante de conformidade, mas sua implementação ainda é desigual entre diferentes países. A IATA pediu uma adoção mais ampla das soluções eletrônicas de CSD (e-CSD) para melhorar a precisão dos dados, reduzir processos manuais e apoiar a supervisão de segurança mais eficiente. A IATA também destacou a necessidade de maior alinhamento entre os programas de informação antecipada de carga antes do embarque.
“Segurança é responsabilidade compartilhada em todo o ecossistema de carga aérea. Modernizar as estratégias globais e fortalecer a cooperação entre governos e indústria será essencial para garantir que o comércio mundial continue se movendo de forma segura e confiável”, concluiu Sullivan.
- Acelerar a digitalização
- Fortalecer os padrões globais
- Aprimorar a segurança operacional
“A carga aérea desempenha um papel crítico ao conectar empresas aos mercados globais e manter as cadeias de suprimento em funcionamento, mesmo à medida que o ambiente operacional se torna mais complexo. Com tantos eventos externos impactando as cadeias globais de suprimento – incluindo choques tarifários e geopolíticos – é importante trabalharmos para construir resiliência nas áreas que podemos controlar ou influenciar. Trabalhar juntos para fortalecer a digitalização, os padrões globais e a segurança das cadeias logísticas colocará o transporte aéreo de carga em uma posição sólida para continuar apoiando o crescimento econômico ao conectar produtos aos mercados”, afirmou Brendan Sullivan, Diretor Global de Cargas da IATA, na abertura do Simpósio Mundial de Cargas da IATA (World Cargo Symposium - WCS) em Lima, Peru.
Acelerar a digitalização
“Os dados da carga aérea ainda estão distribuídos em sistemas fragmentados ao longo da cadeia de suprimentos, gerando duplicação de informações, atrasos e riscos de conformidade. Isso é particularmente desafiador para segmentos de grande volume, como o comércio eletrônico, em que os dados do house waybill precisam permanecer alinhados com os registros do master air waybill das companhias aéreas em múltiplos sistemas e jurisdições. O ONE Record representa uma mudança estrutural na forma como a indústria compartilha, gerencia e confia nos dados ao longo da cadeia logística”, disse Sullivan.
Desde janeiro de 2026, o ONE Record, padrão para compartilhamento de dados de carga de ponta a ponta, tornou-se o método preferencial para troca de informações no setor. Embora companhias aéreas responsáveis por mais de 70% do volume global de air waybills estejam no caminho para implementação, o progresso pode ser acelerado com:
- Mais companhias aéreas e agentes de carga ampliando a implementação
- Governos aceitando dados do ONE Record em declarações regulatórias
- Provedores de tecnologia desenvolvendo e implantando plataformas seguras e interoperáveis
Fortalecer os padrões globais
Para garantir que os padrões globais sejam aplicados de forma consistente e que a carga possa circular eficientemente entre países, a IATA está focada em fortalecer padrões internacionais em duas áreas principais:
- Regulamentos de Mercadorias Perigosas (DGR, na sigla em inglês): O número de variações nacionais e de operadores para o manuseio de mercadorias perigosas ultrapassou 1.200. Isso aumenta a complexidade em um setor no qual a segurança se baseia em padrões globais uniformes. Embora variações sempre existam, a IATA enfatizou que elas devem ser transparentes, justificadas e o mais alinhadas possível aos padrões globais.
- Slots aeroportuários: O acesso justo à infraestrutura aeroportuária é essencial para operações eficientes de carga. Em alguns grandes hubs – incluindo Bogotá, Dubai, Heathrow e Gatwick – companhias cargueiras frequentemente recebem apenas slots temporários ou ad hoc, em vez de alocações históricas. Isso limita a flexibilidade operacional e o planejamento de longo prazo. A IATA destacou que a alocação de slots deve seguir os princípios das Diretrizes Globais de Slots Aeroportuários (Worldwide Airport Slot Guidelines), garantindo acesso justo, transparente e não discriminatório.
“Padrões globais e acesso justo à infraestrutura são essenciais. À medida que o comércio mundial evolui, alinhar requisitos regulatórios e garantir uma alocação transparente de slots será fundamental para manter uma conectividade confiável da carga aérea”, afirmou Sullivan.
Segurança operacional
É necessário manter atenção contínua para garantir que os marcos de segurança para mercadorias perigosas e os processos de segurança da carga ao longo da cadeia logística acompanhem os novos riscos operacionais e de segurança.
- Segurança no transporte de mercadorias perigosas: O Anexo 18 da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) é a base global para o transporte seguro de mercadorias perigosas por via aérea. No entanto, é necessária modernização regulatória para refletir cadeias de suprimento atuais — mais digitais, rápidas e complexas — e para lidar com riscos emergentes, como mercadorias perigosas não declaradas e uso inadequado de baterias de lítio
- Segurança de carga: As cadeias logísticas de carga aérea podem ser alvos de interrupções maliciosas, o que reforça a necessidade de processos de segurança consistentes e modernos. A Declaração de Segurança da Remessa de Carga (CSD, na sigla em inglês) é uma ferramenta importante de conformidade, mas sua implementação ainda é desigual entre diferentes países. A IATA pediu uma adoção mais ampla das soluções eletrônicas de CSD (e-CSD) para melhorar a precisão dos dados, reduzir processos manuais e apoiar a supervisão de segurança mais eficiente. A IATA também destacou a necessidade de maior alinhamento entre os programas de informação antecipada de carga antes do embarque.
“Segurança é responsabilidade compartilhada em todo o ecossistema de carga aérea. Modernizar as estratégias globais e fortalecer a cooperação entre governos e indústria será essencial para garantir que o comércio mundial continue se movendo de forma segura e confiável”, concluiu Sullivan.
quinta-feira, 12 de março de 2026
IATA avança em iniciativas de IA para apoiar operações de carga aérea
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) está ampliando o uso de inteligência artificial (IA) para carga aérea com três iniciativas destinadas a melhorar a eficiência operacional, reforçar a segurança e a conformidade, e acelerar a inovação em toda a cadeia global de valor da carga aérea:
Tornar as publicações mais eficientes: A IATA está lançando o AI Subject Matter Expert (AI SME), um aplicativo móvel e web que ajuda equipes operacionais a encontrar rapidamente informações nas publicações sobre carga e segurança da IATA por meio de perguntas feitas em linguagem simples. A ferramenta fornece respostas precisas em poucos segundos. Isso apoia uma tomada de decisão operacional mais rápida, fortalece a conformidade e melhora a eficiência em ambientes sensíveis ao tempo.
O AI SME estará disponível inicialmente para o IATA Dangerous Goods Regulations (DGR) e para o IATA Cargo Handling Manual (ICHM) e será implementado progressivamente em todo o conjunto de publicações de referência da IATA.
- Facilitar a colaboração: A IATA está lançando o Air Cargo AI Excellence Hub, reunindo companhias aéreas, operadores de solo, agentes de carga, fornecedores de tecnologia e reguladores para apoiar a integração ordenada da IA para carga aérea. O Hub permitirá colaboração em boas práticas em áreas como governança e compliance, além do compartilhamento de experiências e do desenvolvimento e implementação de padrões.
- Melhorar o transporte interline de carga aérea: A IATA e seus parceiros estratégicos estão explorando o potencial da IA para gerar eficiências no transporte interline de carga aérea. As partes trabalharão juntas com o objetivo de desenvolver um case de uso que permita que companhias aéreas que utilizam diferentes sistemas de TI colaborem em tempo real em reservas, interrupções e cancelamentos, utilizando agentes de IA para alcançar interoperabilidade entre os sistemas dos usuários.
Essa iniciativa faz parte da área Data & Technology Proof of Concept (PoC) dentro do Programa de Parcerias Estratégicas.
“O potencial da IA para acelerar a transformação digital da carga aérea é enorme. Juntas, essas iniciativas ajudarão a aproveitar ao máximo o potencial da IA com uma adoção pelo setor que seja consistente, interoperável e alinhada aos padrões globais da aviação. Mais importante, aprenderemos com essas iniciativas para identificar outras áreas em que padrões, inovação tecnológica e desenvolvimento colaborativo possam permitir operações mais seguras, inteligentes e eficientes”, afirmou Brendan Sullivan, diretor global de carga da IATA.
Tornar as publicações mais eficientes: A IATA está lançando o AI Subject Matter Expert (AI SME), um aplicativo móvel e web que ajuda equipes operacionais a encontrar rapidamente informações nas publicações sobre carga e segurança da IATA por meio de perguntas feitas em linguagem simples. A ferramenta fornece respostas precisas em poucos segundos. Isso apoia uma tomada de decisão operacional mais rápida, fortalece a conformidade e melhora a eficiência em ambientes sensíveis ao tempo.
O AI SME estará disponível inicialmente para o IATA Dangerous Goods Regulations (DGR) e para o IATA Cargo Handling Manual (ICHM) e será implementado progressivamente em todo o conjunto de publicações de referência da IATA.
- Facilitar a colaboração: A IATA está lançando o Air Cargo AI Excellence Hub, reunindo companhias aéreas, operadores de solo, agentes de carga, fornecedores de tecnologia e reguladores para apoiar a integração ordenada da IA para carga aérea. O Hub permitirá colaboração em boas práticas em áreas como governança e compliance, além do compartilhamento de experiências e do desenvolvimento e implementação de padrões.
- Melhorar o transporte interline de carga aérea: A IATA e seus parceiros estratégicos estão explorando o potencial da IA para gerar eficiências no transporte interline de carga aérea. As partes trabalharão juntas com o objetivo de desenvolver um case de uso que permita que companhias aéreas que utilizam diferentes sistemas de TI colaborem em tempo real em reservas, interrupções e cancelamentos, utilizando agentes de IA para alcançar interoperabilidade entre os sistemas dos usuários.
Essa iniciativa faz parte da área Data & Technology Proof of Concept (PoC) dentro do Programa de Parcerias Estratégicas.
“O potencial da IA para acelerar a transformação digital da carga aérea é enorme. Juntas, essas iniciativas ajudarão a aproveitar ao máximo o potencial da IA com uma adoção pelo setor que seja consistente, interoperável e alinhada aos padrões globais da aviação. Mais importante, aprenderemos com essas iniciativas para identificar outras áreas em que padrões, inovação tecnológica e desenvolvimento colaborativo possam permitir operações mais seguras, inteligentes e eficientes”, afirmou Brendan Sullivan, diretor global de carga da IATA.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
IATA enfatiza o direito das companhias aéreas de sempre priorizar a segurança em suas decisões operacionais
A Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) reiterou que a segurança é e sempre será a prioridade número um na aviação. Por isso, as companhias aéreas devem manter a liberdade de avaliar individualmente os riscos, incluindo fechamentos de espaço aéreo para garantir a segurança dos passageiros e da tripulação.
Isto é ainda mais importante em cenários onde alertas e preocupações específicas de representantes do setor e outros stakeholders tenham sido levantados. Nesses casos, as companhias aéreas cumprirão todos os quadros regulamentares quando precisarem suspender ou cancelar voos.
As companhias aéreas declararam publicamente a sua vontade de restaurar os serviços para a Venezuela assim que as condições permitirem fazê-lo de forma segura e eficiente.
A IATA apela, portanto, aos governos e stakeholders para que respeitem a responsabilidade das companhias aéreas de tomar decisões orientadas pela segurança, reforçando o princípio de que, embora os céus devam permanecer abertos, a segurança e a conformidade legal devem vir sempre em primeiro lugar.
Isto é ainda mais importante em cenários onde alertas e preocupações específicas de representantes do setor e outros stakeholders tenham sido levantados. Nesses casos, as companhias aéreas cumprirão todos os quadros regulamentares quando precisarem suspender ou cancelar voos.
As companhias aéreas declararam publicamente a sua vontade de restaurar os serviços para a Venezuela assim que as condições permitirem fazê-lo de forma segura e eficiente.
A IATA apela, portanto, aos governos e stakeholders para que respeitem a responsabilidade das companhias aéreas de tomar decisões orientadas pela segurança, reforçando o princípio de que, embora os céus devam permanecer abertos, a segurança e a conformidade legal devem vir sempre em primeiro lugar.
sexta-feira, 24 de outubro de 2025
ALTA e IATA ressaltam a importância de preservar a liberdade de escolha dos passageiros e a competitividade do setor aéreo em diálogo com o Congresso brasileiro
A Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) e a Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) destacam as implicações do Projeto de Lei 5041/2025, que determina a inclusão obrigatória de bagagem de mão gratuita em voos nacionais e internacionais. Atualmente, a proposta está em tramitação em regime de urgência na Câmara dos Deputados do Brasil.
As associações destacam que a medida reduz a liberdade de escolha do consumidor, impacta modelos de negócios diversos — incluindo os das companhias aéreas de baixo custo — e não considera plenamente os efeitos econômicos, operacionais e sociais dessas mudanças. O modelo de segmentação tarifária, amplamente praticado nos Estados Unidos, Europa e América Latina, permite que o consumidor escolha pelos serviços que deseja pagar ao viajar, promovendo liberdade de precificação, alinhamento com padrões internacionais e passagens aéreas mais acessíveis.
Liberdade tarifária beneficia passageiros e setor
“A inclusão obrigatória de serviços pelos quais o passageiro deve pagar, mesmo que não utilize, limita a flexibilidade e eleva os custos. O setor aéreo permanece comprometido em proteger os direitos e a escolha do passageiro com transparência e respeito às regulamentações, mas as políticas também devem garantir a sustentabilidade econômica das companhias aéreas, que operam sob elevados custos de combustível, infraestrutura e impostos”, afirma Peter Cerdá, Vice-Presidente Regional da IATA para as Américas e CEO e Diretor Executivo da ALTA.
A liberdade tarifária, praticada globalmente, permite que o passageiro escolha pagar apenas pelos serviços que utilizará, democratizando o acesso ao transporte aéreo. Ao limitar essa flexibilidade, o PL 5041/2025 pode, paradoxalmente, elevar os custos médios das passagens e prejudicar justamente os consumidores mais sensíveis ao preço.
O setor aéreo ressalta que a liberdade comercial é essencial para inovação e para oferecer passagens mais acessíveis, alinhando o Brasil às melhores práticas globais de aviação. Além disso, a gestão do espaço limitado nos compartimentos da cabine é crucial para a pontualidade dos voos. Cobrar por bagagem de mão maior também é uma medida de eficiência. “Quando o volume de malas excede a capacidade, ocorrem atrasos no embarque, estresse na tripulação e até a necessidade de despachar itens no portão, impactando a experiência de todos os passageiros”, comenta Cerdá.
Impactos econômicos e regulatórios
As associações alertam que a introdução dessas obrigações sem diretrizes operacionais claras pode aumentar a incerteza regulatória, um desafio antigo para a aviação brasileira. Mudanças frequentes e custosas desestimulam investimentos e operadores internacionais, enquanto países vizinhos com regras mais previsíveis atraem companhias de baixo custo, ampliando conectividade, concorrência e opções para os consumidores.
O transporte aéreo desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e crescimento econômico do Brasil. Em 2023, o setor apoiou 1,9 milhão de empregos no país e gerou USD 46,4 bilhões em contribuição econômica, equivalente a cerca de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) total do país. Após um 2024 desafiador, marcado por severas inundações no sul do Brasil, o setor de transporte aéreo do país demonstrou notável resiliência e agora está em rota de recuperação. Entre janeiro e setembro de 2025, o tráfego doméstico de passageiros cresceu 9,2% em comparação com o mesmo período de 2024, enquanto o tráfego internacional no período mencionado aumentou 17,7%. Apesar do bom desempenho do país, análises de outros mercados sugerem que tais medidas podem levar a aumentos nas tarifas básicas, o que pode comprometer o crescimento futuro do mercado e restringir a potencial contribuição do setor para a economia brasileira — particularmente em termos de PIB e emprego.
O setor defende que o debate legislativo seja inclusivo e baseado em dados, considerando todos os impactos econômicos e sociais. “Garantir o equilíbrio entre a proteção do consumidor e a sustentabilidade do setor é essencial para manter viagens aéreas acessíveis, eficientes e competitivas, apoiando o desenvolvimento econômico do Brasil”, conclui Cerdá.
As associações destacam que a medida reduz a liberdade de escolha do consumidor, impacta modelos de negócios diversos — incluindo os das companhias aéreas de baixo custo — e não considera plenamente os efeitos econômicos, operacionais e sociais dessas mudanças. O modelo de segmentação tarifária, amplamente praticado nos Estados Unidos, Europa e América Latina, permite que o consumidor escolha pelos serviços que deseja pagar ao viajar, promovendo liberdade de precificação, alinhamento com padrões internacionais e passagens aéreas mais acessíveis.
Liberdade tarifária beneficia passageiros e setor
“A inclusão obrigatória de serviços pelos quais o passageiro deve pagar, mesmo que não utilize, limita a flexibilidade e eleva os custos. O setor aéreo permanece comprometido em proteger os direitos e a escolha do passageiro com transparência e respeito às regulamentações, mas as políticas também devem garantir a sustentabilidade econômica das companhias aéreas, que operam sob elevados custos de combustível, infraestrutura e impostos”, afirma Peter Cerdá, Vice-Presidente Regional da IATA para as Américas e CEO e Diretor Executivo da ALTA.
A liberdade tarifária, praticada globalmente, permite que o passageiro escolha pagar apenas pelos serviços que utilizará, democratizando o acesso ao transporte aéreo. Ao limitar essa flexibilidade, o PL 5041/2025 pode, paradoxalmente, elevar os custos médios das passagens e prejudicar justamente os consumidores mais sensíveis ao preço.
O setor aéreo ressalta que a liberdade comercial é essencial para inovação e para oferecer passagens mais acessíveis, alinhando o Brasil às melhores práticas globais de aviação. Além disso, a gestão do espaço limitado nos compartimentos da cabine é crucial para a pontualidade dos voos. Cobrar por bagagem de mão maior também é uma medida de eficiência. “Quando o volume de malas excede a capacidade, ocorrem atrasos no embarque, estresse na tripulação e até a necessidade de despachar itens no portão, impactando a experiência de todos os passageiros”, comenta Cerdá.
Impactos econômicos e regulatórios
As associações alertam que a introdução dessas obrigações sem diretrizes operacionais claras pode aumentar a incerteza regulatória, um desafio antigo para a aviação brasileira. Mudanças frequentes e custosas desestimulam investimentos e operadores internacionais, enquanto países vizinhos com regras mais previsíveis atraem companhias de baixo custo, ampliando conectividade, concorrência e opções para os consumidores.
O transporte aéreo desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e crescimento econômico do Brasil. Em 2023, o setor apoiou 1,9 milhão de empregos no país e gerou USD 46,4 bilhões em contribuição econômica, equivalente a cerca de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB) total do país. Após um 2024 desafiador, marcado por severas inundações no sul do Brasil, o setor de transporte aéreo do país demonstrou notável resiliência e agora está em rota de recuperação. Entre janeiro e setembro de 2025, o tráfego doméstico de passageiros cresceu 9,2% em comparação com o mesmo período de 2024, enquanto o tráfego internacional no período mencionado aumentou 17,7%. Apesar do bom desempenho do país, análises de outros mercados sugerem que tais medidas podem levar a aumentos nas tarifas básicas, o que pode comprometer o crescimento futuro do mercado e restringir a potencial contribuição do setor para a economia brasileira — particularmente em termos de PIB e emprego.
O setor defende que o debate legislativo seja inclusivo e baseado em dados, considerando todos os impactos econômicos e sociais. “Garantir o equilíbrio entre a proteção do consumidor e a sustentabilidade do setor é essencial para manter viagens aéreas acessíveis, eficientes e competitivas, apoiando o desenvolvimento econômico do Brasil”, conclui Cerdá.
sexta-feira, 17 de outubro de 2025
IATA adiciona orientação sobre assistência familiar ao seu Manual de Resposta a Emergências
A Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) lançou uma versão revisada de seu Manual de Melhores Práticas de Resposta a Emergências que, pela primeira vez, inclui orientações detalhadas sobre assistência à família.
A assistência à família é, há muito tempo, um requisito da Auditoria de Segurança Operacional da IATA (IOSA, na sigla em inglês). Desde 2022, os requisitos para assistência à família estão incluídos como padrão no Anexo 9 (Facilitação) da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), enquanto o Documento 9973 da ICAO estabelece responsabilidades claras para companhias aéreas, aeroportos e prestadores de serviços de assistência em terra, transformando os padrões internacionais em cuidados para as famílias afetadas.
O capítulo sobre assistência à família no manual revisado fornece orientações e ferramentas práticas para ajudar os operadores a cumprir os requisitos da IOSA e da ICAO.
Famílias em primeiro lugar
“Acidentes são raros, mas quando acontecem, não só afetam a pessoas que estão a bordo, como também as que esperam em terra. E essas pessoas devem sentir-se apoiadas, informadas e respeitadas. Este novo capítulo ajudará o setor da aviação a atender a essas expectativas de maneira oportuna e eficaz, conforme documentado nas normas da ICAO e da IOSA”, afirmou Nick Careen, vice-presidente sênior de Operações e Segurança da IATA.
Além do manual, a IATA está introduzindo novos cursos em Assistência à Família. A IATA também integrou exercícios de simulação em seus cursos de Planejamento de Resposta a Emergências (ERP) para companhias aéreas, aeroportos e prestadores de serviços de assistência em terra, proporcionando aos funcionários da linha de frente experiência prática em oferecer conforto e orientação às famílias durante emergências.
Os principais requisitos do material de orientação da ICAO incorporado ao manual e ao treinamento de ERP da IATA são:
- Notificar as famílias em tempo hábil antes de divulgar os nomes dos passageiros ao público
- Equipar as equipes das companhias aéreas para responder a perguntas e fornecer informações às famílias afetadas
- Estabelecer um Centro de Assistência à Família para fornecer serviços essenciais
- Desenvolver procedimentos para o manuseio de objetos pessoais
- Manter contato contínuo, lidar com reclamações, planejar cerimônias fúnebres e realizar reuniões com os funcionários nos dias seguintes ao acidente.
A assistência à família é, há muito tempo, um requisito da Auditoria de Segurança Operacional da IATA (IOSA, na sigla em inglês). Desde 2022, os requisitos para assistência à família estão incluídos como padrão no Anexo 9 (Facilitação) da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), enquanto o Documento 9973 da ICAO estabelece responsabilidades claras para companhias aéreas, aeroportos e prestadores de serviços de assistência em terra, transformando os padrões internacionais em cuidados para as famílias afetadas.
O capítulo sobre assistência à família no manual revisado fornece orientações e ferramentas práticas para ajudar os operadores a cumprir os requisitos da IOSA e da ICAO.
Famílias em primeiro lugar
“Acidentes são raros, mas quando acontecem, não só afetam a pessoas que estão a bordo, como também as que esperam em terra. E essas pessoas devem sentir-se apoiadas, informadas e respeitadas. Este novo capítulo ajudará o setor da aviação a atender a essas expectativas de maneira oportuna e eficaz, conforme documentado nas normas da ICAO e da IOSA”, afirmou Nick Careen, vice-presidente sênior de Operações e Segurança da IATA.
Além do manual, a IATA está introduzindo novos cursos em Assistência à Família. A IATA também integrou exercícios de simulação em seus cursos de Planejamento de Resposta a Emergências (ERP) para companhias aéreas, aeroportos e prestadores de serviços de assistência em terra, proporcionando aos funcionários da linha de frente experiência prática em oferecer conforto e orientação às famílias durante emergências.
Os principais requisitos do material de orientação da ICAO incorporado ao manual e ao treinamento de ERP da IATA são:
- Notificar as famílias em tempo hábil antes de divulgar os nomes dos passageiros ao público
- Equipar as equipes das companhias aéreas para responder a perguntas e fornecer informações às famílias afetadas
- Estabelecer um Centro de Assistência à Família para fornecer serviços essenciais
- Desenvolver procedimentos para o manuseio de objetos pessoais
- Manter contato contínuo, lidar com reclamações, planejar cerimônias fúnebres e realizar reuniões com os funcionários nos dias seguintes ao acidente.
segunda-feira, 30 de junho de 2025
IATA lança a plataforma SAF Matchmaker para conectar companhias aéreas a fornecedores de SAF
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) anunciou o lançamento da plataforma SAF Matchmaker para facilitar a aquisição de SAF (combustível de aviação sustentável) por parte das companhias aéreas, combinando as solicitações às ofertas de SAF dos produtores. Quando há uma correspondência, as companhias aéreas e os fornecedores podem se conectar e realizar a negociação fora da plataforma para acertar condições específicas, como preço e forma de pagamento.
O SAF Matchmaker está baseado em três características fundamentais:
- Eficiência: A disponibilidade de uma plataforma central simplificará a aquisição de SAF, facilitando e agilizando a conexão entre todas as partes sem taxas adicionais. Portanto, facilitará o desenvolvimento do mercado voluntário de compra de SAF.
- Conectividade: Os produtores e fornecedores de SAF podem anunciar volumes de SAF disponíveis ou planejados, enquanto as companhias aéreas podem registrar seu interesse em comprar esses volumes de SAF. As negociações posteriores ocorrem fora da plataforma.
- Visibilidade: A plataforma apresenta informações abrangentes sobre o SAF oferecido, como volumes, matéria-prima utilizada, local e tecnologia de produção, redução de emissões, além da conformidade com o Esquema de Redução e Compensação de Carbono da Aviação Internacional (CORSIA) ou a Diretiva de Energias Renováveis da União Europeia (EU RED).
“Para atingir zero emissão líquida de carbono até 2050, precisamos de um mercado de SAF acessível, transparente, fluido e eficiente. O SAF Matchmaker é mais um exemplo do trabalho que a IATA realiza para criar um mercado de SAF totalmente funcional. A plataforma SAF Matchmaker vai acelerar a adoção de SAF, reduzindo os custos e a complexidade que as companhias aéreas enfrentam ao buscar fornecedores de SAF”, afirmou Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de sustentabilidade e economista-chefe da IATA.
O SAF Matchmaker permite compras imediatas e acordos de fornecimento futuro (offtake), e está inicialmente disponível apenas para companhias aéreas e fornecedores de SAF. Posteriormente, compradores de SAF e empresas não ligadas à aviação também poderão participar.
O SAF Matchmaker está hospedado no Aviation Energy Hub, um espaço digital centralizado que fornece à indústria da aviação o acesso a ferramentas práticas que apoiam a gestão de energia da aviação.
O SAF Matchmaker está baseado em três características fundamentais:
- Eficiência: A disponibilidade de uma plataforma central simplificará a aquisição de SAF, facilitando e agilizando a conexão entre todas as partes sem taxas adicionais. Portanto, facilitará o desenvolvimento do mercado voluntário de compra de SAF.
- Conectividade: Os produtores e fornecedores de SAF podem anunciar volumes de SAF disponíveis ou planejados, enquanto as companhias aéreas podem registrar seu interesse em comprar esses volumes de SAF. As negociações posteriores ocorrem fora da plataforma.
- Visibilidade: A plataforma apresenta informações abrangentes sobre o SAF oferecido, como volumes, matéria-prima utilizada, local e tecnologia de produção, redução de emissões, além da conformidade com o Esquema de Redução e Compensação de Carbono da Aviação Internacional (CORSIA) ou a Diretiva de Energias Renováveis da União Europeia (EU RED).
“Para atingir zero emissão líquida de carbono até 2050, precisamos de um mercado de SAF acessível, transparente, fluido e eficiente. O SAF Matchmaker é mais um exemplo do trabalho que a IATA realiza para criar um mercado de SAF totalmente funcional. A plataforma SAF Matchmaker vai acelerar a adoção de SAF, reduzindo os custos e a complexidade que as companhias aéreas enfrentam ao buscar fornecedores de SAF”, afirmou Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de sustentabilidade e economista-chefe da IATA.
O SAF Matchmaker permite compras imediatas e acordos de fornecimento futuro (offtake), e está inicialmente disponível apenas para companhias aéreas e fornecedores de SAF. Posteriormente, compradores de SAF e empresas não ligadas à aviação também poderão participar.
O SAF Matchmaker está hospedado no Aviation Energy Hub, um espaço digital centralizado que fornece à indústria da aviação o acesso a ferramentas práticas que apoiam a gestão de energia da aviação.
sábado, 7 de junho de 2025
Grupo LATAM Airlines sediará a 82ª Assembleia Geral Anual da IATA no Rio de Janeiro em 2026
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) anunciou que o Grupo LATAM Airlines sediará a 82ª Assembleia Geral Anual (AGM) da IATA no Rio de Janeiro, Brasil, em junho de 2026.
“Estamos animados em aceitar a proposta da LATAM de sediar a 82ª AGM da IATA no Rio de Janeiro. A última AGM da IATA na América do Sul foi em 1999, também no Rio. Será uma grande oportunidade para fazer um balanço das mudanças ao longo de duas décadas de desenvolvimento, que permitiram o fortalecimento da conectividade aérea e o suporte bem-sucedido a grandes eventos mundiais, como a Copa do Mundo da FIFA e os Jogos Olímpicos. A realização da AGM no maior mercado da aviação da América do Sul destacará o grande potencial da aviação como uma força estratégica ainda mais poderosa, impulsionando a prosperidade social e econômica”, afirma Willie Walsh, diretor geral da IATA.
“A LATAM tem orgulho de sediar a Assembleia Geral Anual da IATA no Brasil em 2026, o principal mercado para o nosso grupo de empresas aéreas que conecta a América do Sul ao mundo. Além de facilitar um encontro bem-sucedido dos líderes do nosso setor, estamos animados para mostrar as contribuições e o enorme potencial da aviação no Brasil e em toda a América do Sul. Estamos confiantes de que o Rio de Janeiro, uma das cidades mais espetaculares do mundo, com sua hospitalidade e beleza incomparáveis, vai garantir uma recepção calorosa e uma experiência memorável para todos os participantes”, declara Roberto Alvo, CEO do Grupo LATAM Airlines.
O Grupo LATAM Airlines conecta pessoas e culturas na América do Sul e outras regiões, com 153 destinos em 27 países. Em 2024, a LATAM transportou 82 milhões de passageiros, um recorde anual, e atingiu marcos significativos na modernização da frota e na sustentabilidade ambiental.
A realização da Assembleia Geral Anual da IATA no Rio de Janeiro reflete a rica história do Brasil na aviação, desde o trabalho pioneiro de Alberto Santos-Dumont, celebrado como um dos pais da aviação. Seu voo histórico em 1906 representou um passo importante no desenvolvimento da aviação motorizada, não apenas na América Latina, mas em todo o mundo.
As Assembleias Gerais Anuais da IATA realizadas no Brasil foram em Petrópolis (1947) e no Rio de Janeiro (1999).
“Estamos animados em aceitar a proposta da LATAM de sediar a 82ª AGM da IATA no Rio de Janeiro. A última AGM da IATA na América do Sul foi em 1999, também no Rio. Será uma grande oportunidade para fazer um balanço das mudanças ao longo de duas décadas de desenvolvimento, que permitiram o fortalecimento da conectividade aérea e o suporte bem-sucedido a grandes eventos mundiais, como a Copa do Mundo da FIFA e os Jogos Olímpicos. A realização da AGM no maior mercado da aviação da América do Sul destacará o grande potencial da aviação como uma força estratégica ainda mais poderosa, impulsionando a prosperidade social e econômica”, afirma Willie Walsh, diretor geral da IATA.
“A LATAM tem orgulho de sediar a Assembleia Geral Anual da IATA no Brasil em 2026, o principal mercado para o nosso grupo de empresas aéreas que conecta a América do Sul ao mundo. Além de facilitar um encontro bem-sucedido dos líderes do nosso setor, estamos animados para mostrar as contribuições e o enorme potencial da aviação no Brasil e em toda a América do Sul. Estamos confiantes de que o Rio de Janeiro, uma das cidades mais espetaculares do mundo, com sua hospitalidade e beleza incomparáveis, vai garantir uma recepção calorosa e uma experiência memorável para todos os participantes”, declara Roberto Alvo, CEO do Grupo LATAM Airlines.
O Grupo LATAM Airlines conecta pessoas e culturas na América do Sul e outras regiões, com 153 destinos em 27 países. Em 2024, a LATAM transportou 82 milhões de passageiros, um recorde anual, e atingiu marcos significativos na modernização da frota e na sustentabilidade ambiental.
A realização da Assembleia Geral Anual da IATA no Rio de Janeiro reflete a rica história do Brasil na aviação, desde o trabalho pioneiro de Alberto Santos-Dumont, celebrado como um dos pais da aviação. Seu voo histórico em 1906 representou um passo importante no desenvolvimento da aviação motorizada, não apenas na América Latina, mas em todo o mundo.
As Assembleias Gerais Anuais da IATA realizadas no Brasil foram em Petrópolis (1947) e no Rio de Janeiro (1999).
quarta-feira, 4 de junho de 2025
GOL e TAP adotam o IATA FuelIS para otimizar o uso de combustível no longo prazo
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) anunciou que a GOL e a TAP Air Portugal são as primeiras empresas aéreas a usar o IATA FuelIS, uma solução de análise avançada que ajuda as empresas aéreas a otimizar o consumo de combustível.
O roteiro para zero emissão líquida de carbono da IATA destaca que as melhorias tecnológicas e de eficiência operacional – que reduzem diretamente o consumo de combustível – devem contribuir para cerca de 10% da redução de emissões em 2050*.
“A gestão de combustível é fundamental para as empresas aéreas. Dependendo do preço vigente do combustível de aviação, geralmente representa de 25% a 30% do total de custos. Além disso, com a descarbonização das empresas aéreas, será necessário monitorar e gerenciar os custos relacionados às emissões de carbono, que estão diretamente relacionados ao consumo de combustível. Com o FuelIS, é possível entender o desempenho de uma empresa aérea em comparação com seus pares do setor para identificar potenciais eficiências que reduzem custos e melhoram o desempenho ambiental. O forte apoio de 220 empresas aéreas que contribuem com dados operacionais sobre o consumo de combustível, associado à melhoria contínua das capacidades de análise, torna o FuelIS uma ferramenta muito atraente”, afirma Nick Careen, vice-presidente sênior de operações, segurança e proteção da IATA.
Precisão e confiabilidade dos dados
O IATA FuelIS ajuda as empresas aéreas a comparar a eficiência de combustível de suas aeronaves ou motores com as médias do setor, obtendo informações valiosas sobre mercados, regiões, países e tipos de frota específicos com base em dados operacionais reais. O IATA FuelIS utiliza dados da plataforma IATA Global Aviation Data Management (GADM). Estes dados são provenientes do programa Flight Data eXchange (FDX), que agora inclui dados de combustível de mais de 220 empresas aéreas do mundo todo, abrangendo mais de 8 milhões de voos por ano.
O IATA FuelIS se integra perfeitamente com a Fuel Efficiency Gap Analysis (FEGA) da IATA, utilizando os dados da plataforma para desenvolver e acompanhar estratégias de otimização de combustível. Desde 2005, a IATA tem feito parcerias com empresas aéreas de todas as regiões do mundo, ajudando o setor a identificar possíveis reduções anuais de 4,76 milhões de toneladas no consumo de combustível, o que equivale a US$ 3,8 bilhões de dólares por ano.
“O combustível é um fator importante nos custos da TAP Air Portugal. A gestão do consumo é uma prioridade considerando suas implicações no custo e a sua contribuição para a descarbonização. Cada quilo de combustível poupado conta. As informações fornecidas pelo FuelIS nos ajudam a medir o impacto da modernização da nossa frota e da nossa transição de longo prazo para o SAF. Também apoia uma estratégia de otimização de combustível mais responsiva às mudanças operacionais e do mercado”, adiciona Luís Rodrigues, CEO da TAP Air Portugal.
“O combustível é um fator significativo nos custos de todas as empresas, e o gerenciamento do consumo de combustível é sempre importante e pode ser uma vantagem competitiva significativa. Com o FuelIS, temos os dados que nos ajudam a tomar melhores decisões sobre combustível, além de permitir comparar o nosso progresso com o do setor. Nossa adesão ao FuelIS é mais um passo importante no nosso compromisso de aprimorar continuamente as nossas operações, garantindo desempenho de alto nível e redução de custos”, declara Albert Pérez, vice-presidente de operações da GOL.
O roteiro para zero emissão líquida de carbono da IATA destaca que as melhorias tecnológicas e de eficiência operacional – que reduzem diretamente o consumo de combustível – devem contribuir para cerca de 10% da redução de emissões em 2050*.
“A gestão de combustível é fundamental para as empresas aéreas. Dependendo do preço vigente do combustível de aviação, geralmente representa de 25% a 30% do total de custos. Além disso, com a descarbonização das empresas aéreas, será necessário monitorar e gerenciar os custos relacionados às emissões de carbono, que estão diretamente relacionados ao consumo de combustível. Com o FuelIS, é possível entender o desempenho de uma empresa aérea em comparação com seus pares do setor para identificar potenciais eficiências que reduzem custos e melhoram o desempenho ambiental. O forte apoio de 220 empresas aéreas que contribuem com dados operacionais sobre o consumo de combustível, associado à melhoria contínua das capacidades de análise, torna o FuelIS uma ferramenta muito atraente”, afirma Nick Careen, vice-presidente sênior de operações, segurança e proteção da IATA.
Precisão e confiabilidade dos dados
O IATA FuelIS ajuda as empresas aéreas a comparar a eficiência de combustível de suas aeronaves ou motores com as médias do setor, obtendo informações valiosas sobre mercados, regiões, países e tipos de frota específicos com base em dados operacionais reais. O IATA FuelIS utiliza dados da plataforma IATA Global Aviation Data Management (GADM). Estes dados são provenientes do programa Flight Data eXchange (FDX), que agora inclui dados de combustível de mais de 220 empresas aéreas do mundo todo, abrangendo mais de 8 milhões de voos por ano.
O IATA FuelIS se integra perfeitamente com a Fuel Efficiency Gap Analysis (FEGA) da IATA, utilizando os dados da plataforma para desenvolver e acompanhar estratégias de otimização de combustível. Desde 2005, a IATA tem feito parcerias com empresas aéreas de todas as regiões do mundo, ajudando o setor a identificar possíveis reduções anuais de 4,76 milhões de toneladas no consumo de combustível, o que equivale a US$ 3,8 bilhões de dólares por ano.
“O combustível é um fator importante nos custos da TAP Air Portugal. A gestão do consumo é uma prioridade considerando suas implicações no custo e a sua contribuição para a descarbonização. Cada quilo de combustível poupado conta. As informações fornecidas pelo FuelIS nos ajudam a medir o impacto da modernização da nossa frota e da nossa transição de longo prazo para o SAF. Também apoia uma estratégia de otimização de combustível mais responsiva às mudanças operacionais e do mercado”, adiciona Luís Rodrigues, CEO da TAP Air Portugal.
“O combustível é um fator significativo nos custos de todas as empresas, e o gerenciamento do consumo de combustível é sempre importante e pode ser uma vantagem competitiva significativa. Com o FuelIS, temos os dados que nos ajudam a tomar melhores decisões sobre combustível, além de permitir comparar o nosso progresso com o do setor. Nossa adesão ao FuelIS é mais um passo importante no nosso compromisso de aprimorar continuamente as nossas operações, garantindo desempenho de alto nível e redução de custos”, declara Albert Pérez, vice-presidente de operações da GOL.
quinta-feira, 15 de maio de 2025
IATA lança Roteiro Global de Bagagem
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) lançou um Roteiro Global de Bagagem de 10 anos para modernizar as operações de bagagem. Desenvolvido em conjunto com empresas aéreas, aeroportos e parceiros da indústria, o roteiro estabelece um caminho claro para melhorar tanto a eficiência operacional quanto a satisfação dos viajantes.
“A bagagem é importante para os passageiros. Quando despacham uma mala, esperam que ela chegue sem atrasos. E caso isso não ocorra, querem saber onde ela está. Isso é comprovado por uma recente pesquisa da IATA que mostra que 81% dos viajantes desejam um rastreamento melhor, 74% esperam receber atualizações em tempo real em seus telefones celulares e 67% estão dispostos a adotar etiquetas de bagagem eletrônicas. O Roteiro Global de Bagagem nos aproximará dos serviços de bagagem digitais e automatizados que os viajantes desejam”, afirma Monika Mejstrikova, Diretora de Operações de Solo da IATA.
O Roteiro é construído em torno de três pilares:
- Troca de Informações de Bagagem e Padronização de Dados para alinhar como as informações são compartilhadas entre empresas aéreas, aeroportos e parceiros. Para os passageiros, substituir sistemas com legados como o teletype por padrões de mensagens modernos significará uma reconciliação de bagagem mais rápida, menos atrasos devido a erros de dados e uma recuperação de serviço mais confiável quando surgirem problemas. Impulsionar a transformação em direção a esses novos padrões de mensagens de bagagem baseados em API reduzirá significativamente o gasto anual de 1 bilhão de dólares da indústria aérea com mensagens teletype.
- Rastreamento e Automação de Bagagem para fornecer visibilidade durante toda a jornada. Isso inclui o uso de etiquetas de bagagem eletrônicas, rastreamento por GPS e robótica que permitirão aos passageiros rastrear suas malas em tempo real e experimentar escalas e chegadas mais tranquilas.
- Otimização do processo de retirada de bagagem, combate à fraude e aprimoramento da experiência do cliente para que as empresas aéreas possam tratar as reivindicações dos passageiros mais rapidamente e ter melhor proteção contra fraudes relacionadas à bagagem.
“Este Roteiro consolidará o progresso de iniciativas anteriores de modernizar os processos de bagagem e adotar uma visão holística de onde precisamos estar em 10 anos. Com o apoio de todas as partes interessadas, estamos mais preparados do que nunca para melhorar a satisfação dos viajantes, oferecendo um serviço digital, automatizado e focado no cliente – como já é comum em muitos outros setores”, declara Mejstrikova.
O Roteiro Global de Bagagem está alinhado com os esforços mais amplos da IATA para modernizar as operações de solo, aumentar a segurança e melhorar a experiência do passageiro. A IATA trabalhará em estreita colaboração com as partes interessadas para desenvolver orientações de implementação, fornecer treinamento e monitorar o progresso.
“A bagagem é importante para os passageiros. Quando despacham uma mala, esperam que ela chegue sem atrasos. E caso isso não ocorra, querem saber onde ela está. Isso é comprovado por uma recente pesquisa da IATA que mostra que 81% dos viajantes desejam um rastreamento melhor, 74% esperam receber atualizações em tempo real em seus telefones celulares e 67% estão dispostos a adotar etiquetas de bagagem eletrônicas. O Roteiro Global de Bagagem nos aproximará dos serviços de bagagem digitais e automatizados que os viajantes desejam”, afirma Monika Mejstrikova, Diretora de Operações de Solo da IATA.
O Roteiro é construído em torno de três pilares:
- Troca de Informações de Bagagem e Padronização de Dados para alinhar como as informações são compartilhadas entre empresas aéreas, aeroportos e parceiros. Para os passageiros, substituir sistemas com legados como o teletype por padrões de mensagens modernos significará uma reconciliação de bagagem mais rápida, menos atrasos devido a erros de dados e uma recuperação de serviço mais confiável quando surgirem problemas. Impulsionar a transformação em direção a esses novos padrões de mensagens de bagagem baseados em API reduzirá significativamente o gasto anual de 1 bilhão de dólares da indústria aérea com mensagens teletype.
- Rastreamento e Automação de Bagagem para fornecer visibilidade durante toda a jornada. Isso inclui o uso de etiquetas de bagagem eletrônicas, rastreamento por GPS e robótica que permitirão aos passageiros rastrear suas malas em tempo real e experimentar escalas e chegadas mais tranquilas.
- Otimização do processo de retirada de bagagem, combate à fraude e aprimoramento da experiência do cliente para que as empresas aéreas possam tratar as reivindicações dos passageiros mais rapidamente e ter melhor proteção contra fraudes relacionadas à bagagem.
“Este Roteiro consolidará o progresso de iniciativas anteriores de modernizar os processos de bagagem e adotar uma visão holística de onde precisamos estar em 10 anos. Com o apoio de todas as partes interessadas, estamos mais preparados do que nunca para melhorar a satisfação dos viajantes, oferecendo um serviço digital, automatizado e focado no cliente – como já é comum em muitos outros setores”, declara Mejstrikova.
O Roteiro Global de Bagagem está alinhado com os esforços mais amplos da IATA para modernizar as operações de solo, aumentar a segurança e melhorar a experiência do passageiro. A IATA trabalhará em estreita colaboração com as partes interessadas para desenvolver orientações de implementação, fornecer treinamento e monitorar o progresso.
sexta-feira, 18 de abril de 2025
IATA: o transporte aéreo de carga é fundamental para a resiliência da cadeia de suprimentos
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) enfatizou o papel essencial do transporte aéreo de carga na manutenção da resiliência da cadeia de suprimentos global e pediu aos governos e ao setor para que permaneçam focados em atender às expectativas fundamentais dos clientes: segurança, digitalização e sustentabilidade.
“Seja apoiando o comércio global, viabilizando o comércio eletrônico ou fornecendo ajuda humanitária fundamental, o valor do transporte aéreo de carga nunca foi tão claro. Para atender às expectativas dos clientes e superar um ambiente cada vez mais complexo, o setor de transporte aéreo de carga deve fortalecer continuamente a segurança, acelerar a digitalização e cumprir seus compromissos de sustentabilidade", disse Brendan Sullivan, diretor global da divisão de carga da IATA, na abertura do 18º Simpósio Mundial de Carga (WCS) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Segurança: Tolerância zero para transportadores
A segurança é a principal prioridade do transporte aéreo e, no caso do transporte aéreo de carga, o foco está especialmente no transporte seguro de baterias de lítio. A IATA pede aos governos intensifiquem o trabalho para proibir o transporte irregular e apoiarem o trabalho da OACI para fortalecer o Anexo 18 da Convenção de Chicago, que estabelece normas globais para o transporte seguro de mercadorias perigosas por via aérea.
“O transporte de baterias de lítio está aumentandoIsso aumenta os riscos associados a mercadorias não declaradas ou declaradas incorretamente. O setor investiu em treinamento, certificação e tecnologia. Os governos devem acompanhar esse compromisso com supervisão e fiscalização robustas”, afirmou Sullivan.
Proteção: Necessidade de medidas coordenadas e baseadas em riscos
Após os recentes incidentes envolvendo dispositivos incendiários ocultos em cargas, a IATA reiterou seu apelo aos governos sobre a urgência de adotar uma abordagem coordenada e baseada em riscos para a proteção de todas as partes interessadas da aviação civil no setor de carga aérea. Embora alguns governos já tenham tomado medidas, a falta de coordenação está gerando resultados mistos. Isso reforça a importância da adoção de soluções harmonizadas com base em padrões globais. “Os recentes incidentes de segurança destacam a necessidade de uma coordenação melhor entre os governos. A segurança da aviação não pode ser baseada em medidas fragmentadas ou reacionárias. Padrões globais e cooperação são essenciais”, disse Sullivan.
A IATA também renovou seu apelo aos estados para que cumpram as obrigações estabelecidas no Anexo 17, compartilhando informações sobre ameaças forma ráoida e precisa, permitindo avaliações de risco e decisões operacionais acertadas.
“O setor está bem posicionado para compreender suas operações e os riscos associados à segurança. Mas os governos têm infinitamente mais recursos, principalmente na coleta de informações. Os melhores resultados surgem quando os governos e o setor trabalham juntos”, disse Sullivan.
Digitalização: Acelerando a adoção do ONE Record em todo o setor
A IATA reforçou a importância do ONE Record como padrão do setor para troca de dados digitais de ponta a ponta, contribuindo para aumentar a eficiência, a conformidade e a transparência. O objetivo do setor é claro: até janeiro de 2026, tornar o ONE Record o método preferencial de compartilhamento de dados. Para acelerar a adoção em todo o setor, a IATA pede que:
- As empresas aéreas e os transportadores avancem no processo de implementação.
- Os governos reconheçam o ONE Record nos requisitos regulatórios de envio de dados.
- Os desenvolvedores criem plataformas digitais seguras, abertas e compatíveis.
“O ONE Record representa uma mudança importante na forma como compartilhamos, gerenciamos e confiamos nos dados de toda a cadeia de suprimentos. As empresas aéreas representam 72% do volume global de conhecimento de embarque aéreo e estão no processo de implementação do sistema. Mais de 100 provedores de TI e 10 mil agentes de carga já estão alinhados. Para atingir o setor todo, a implementação deve ser acelerada por todos que operam no setor, e os governos devem reconhecer o ONE Record em seus regulamentos”, disse Sullivan.
Sustentabilidade: Forte compromisso, apoio ao SAF
O setor de carga aérea continua incorporando a sustentabilidade em suas operações, com esforços crescentes para reduzir o desperdício, implementar práticas circulares e eliminar gradualmente o uso de plásticos de uso único. Por exemplo, a orientação da IATA para eliminar plásticos de uso único em toda a cadeia de suprimentos de carga agora foi incorporada aos padrões operacionais.
Também há progresso no maior desafio ambiental do setor: a redução das emissões de carbono. O apoio ao combustível de aviação sustentável (SAF) está aumentando, com novos acordos estabelecidos em toda a cadeia de valor e mais empresas se comprometendo a usar o SAF. O SAF Registry, lançado recentemente e operado pela CADO, foi desenvolvido para viabilizar um mercado global de combustível de aviação sustentável (SAF) e acelerar a transição do setor para zero emissão líquida até 2050. Além disso, a IATA lançará em breve o CO2 Connect for Cargo para auxiliar no cálculo e na geração de relatórios precisos de emissões, incluindo o uso de SAF.
No entanto, os volumes de SAF continuam muito abaixo do necessário e os custos de produção permanecem altos. A IATA pediu aos governos que implementem políticas para ampliar a produção de SAF e reduzir custos.
“Estamos comprometidos com zero emissão líquida de carbono até 2050. Mas o aumento do SAF – nosso acelerador mais importante para atingir esse compromisso – tem sido decepcionante. Os principais produtores de combustível têm avançado pouco ou nada nos investimentos planejados em SAF. Os fabricantes de aeronaves recuaram em seus compromissos de entrega no médio prazo de produtos que reduzem as emissões de CO2, como aeronaves movidas a hidrogênio. E os governos não forneceram o apoio político necessário, embora tenham em mãos as informações sobre como as indústrias de energia eólica e solar expandiram. Em vez disso, os governos apresentam contradições ao subsidiar a extração de combustíveis fósseis enquanto buscam atingir zero emissão líquida. As empresas aéreas estão comprometidas e determinadas, mas não podem fazer isso sozinhas. Precisamos de ação por trás das palavras de autoridades, fornecedores de combustível e fabricantes de aeronaves”, disse Sullivan.
Tensões comerciais
Em meio às crescentes tensões comerciais, a IATA reforçou sua posição de que o comércio impulsiona a prosperidade e que quaisquer medidas que comprometem o livre fluxo de mercadorias podem prejudicar empresas, consumidores e economias.
“As tensões comerciais atuais são muito preocupantes. O comércio impulsiona a prosperidade. Quanto mais o mundo comercializa, melhor para todos nós. Portanto, seja qual for a resolução das tensões comerciais atuais, sabemos que o transporte aéreo de carga estará lá para entregar as mercadorias que as pessoas desejam ou de que precisam”, disse Sullivan.
“Seja apoiando o comércio global, viabilizando o comércio eletrônico ou fornecendo ajuda humanitária fundamental, o valor do transporte aéreo de carga nunca foi tão claro. Para atender às expectativas dos clientes e superar um ambiente cada vez mais complexo, o setor de transporte aéreo de carga deve fortalecer continuamente a segurança, acelerar a digitalização e cumprir seus compromissos de sustentabilidade", disse Brendan Sullivan, diretor global da divisão de carga da IATA, na abertura do 18º Simpósio Mundial de Carga (WCS) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Segurança: Tolerância zero para transportadores
A segurança é a principal prioridade do transporte aéreo e, no caso do transporte aéreo de carga, o foco está especialmente no transporte seguro de baterias de lítio. A IATA pede aos governos intensifiquem o trabalho para proibir o transporte irregular e apoiarem o trabalho da OACI para fortalecer o Anexo 18 da Convenção de Chicago, que estabelece normas globais para o transporte seguro de mercadorias perigosas por via aérea.
“O transporte de baterias de lítio está aumentandoIsso aumenta os riscos associados a mercadorias não declaradas ou declaradas incorretamente. O setor investiu em treinamento, certificação e tecnologia. Os governos devem acompanhar esse compromisso com supervisão e fiscalização robustas”, afirmou Sullivan.
Proteção: Necessidade de medidas coordenadas e baseadas em riscos
Após os recentes incidentes envolvendo dispositivos incendiários ocultos em cargas, a IATA reiterou seu apelo aos governos sobre a urgência de adotar uma abordagem coordenada e baseada em riscos para a proteção de todas as partes interessadas da aviação civil no setor de carga aérea. Embora alguns governos já tenham tomado medidas, a falta de coordenação está gerando resultados mistos. Isso reforça a importância da adoção de soluções harmonizadas com base em padrões globais. “Os recentes incidentes de segurança destacam a necessidade de uma coordenação melhor entre os governos. A segurança da aviação não pode ser baseada em medidas fragmentadas ou reacionárias. Padrões globais e cooperação são essenciais”, disse Sullivan.
A IATA também renovou seu apelo aos estados para que cumpram as obrigações estabelecidas no Anexo 17, compartilhando informações sobre ameaças forma ráoida e precisa, permitindo avaliações de risco e decisões operacionais acertadas.
“O setor está bem posicionado para compreender suas operações e os riscos associados à segurança. Mas os governos têm infinitamente mais recursos, principalmente na coleta de informações. Os melhores resultados surgem quando os governos e o setor trabalham juntos”, disse Sullivan.
Digitalização: Acelerando a adoção do ONE Record em todo o setor
A IATA reforçou a importância do ONE Record como padrão do setor para troca de dados digitais de ponta a ponta, contribuindo para aumentar a eficiência, a conformidade e a transparência. O objetivo do setor é claro: até janeiro de 2026, tornar o ONE Record o método preferencial de compartilhamento de dados. Para acelerar a adoção em todo o setor, a IATA pede que:
- As empresas aéreas e os transportadores avancem no processo de implementação.
- Os governos reconheçam o ONE Record nos requisitos regulatórios de envio de dados.
- Os desenvolvedores criem plataformas digitais seguras, abertas e compatíveis.
“O ONE Record representa uma mudança importante na forma como compartilhamos, gerenciamos e confiamos nos dados de toda a cadeia de suprimentos. As empresas aéreas representam 72% do volume global de conhecimento de embarque aéreo e estão no processo de implementação do sistema. Mais de 100 provedores de TI e 10 mil agentes de carga já estão alinhados. Para atingir o setor todo, a implementação deve ser acelerada por todos que operam no setor, e os governos devem reconhecer o ONE Record em seus regulamentos”, disse Sullivan.
Sustentabilidade: Forte compromisso, apoio ao SAF
O setor de carga aérea continua incorporando a sustentabilidade em suas operações, com esforços crescentes para reduzir o desperdício, implementar práticas circulares e eliminar gradualmente o uso de plásticos de uso único. Por exemplo, a orientação da IATA para eliminar plásticos de uso único em toda a cadeia de suprimentos de carga agora foi incorporada aos padrões operacionais.
Também há progresso no maior desafio ambiental do setor: a redução das emissões de carbono. O apoio ao combustível de aviação sustentável (SAF) está aumentando, com novos acordos estabelecidos em toda a cadeia de valor e mais empresas se comprometendo a usar o SAF. O SAF Registry, lançado recentemente e operado pela CADO, foi desenvolvido para viabilizar um mercado global de combustível de aviação sustentável (SAF) e acelerar a transição do setor para zero emissão líquida até 2050. Além disso, a IATA lançará em breve o CO2 Connect for Cargo para auxiliar no cálculo e na geração de relatórios precisos de emissões, incluindo o uso de SAF.
No entanto, os volumes de SAF continuam muito abaixo do necessário e os custos de produção permanecem altos. A IATA pediu aos governos que implementem políticas para ampliar a produção de SAF e reduzir custos.
“Estamos comprometidos com zero emissão líquida de carbono até 2050. Mas o aumento do SAF – nosso acelerador mais importante para atingir esse compromisso – tem sido decepcionante. Os principais produtores de combustível têm avançado pouco ou nada nos investimentos planejados em SAF. Os fabricantes de aeronaves recuaram em seus compromissos de entrega no médio prazo de produtos que reduzem as emissões de CO2, como aeronaves movidas a hidrogênio. E os governos não forneceram o apoio político necessário, embora tenham em mãos as informações sobre como as indústrias de energia eólica e solar expandiram. Em vez disso, os governos apresentam contradições ao subsidiar a extração de combustíveis fósseis enquanto buscam atingir zero emissão líquida. As empresas aéreas estão comprometidas e determinadas, mas não podem fazer isso sozinhas. Precisamos de ação por trás das palavras de autoridades, fornecedores de combustível e fabricantes de aeronaves”, disse Sullivan.
Tensões comerciais
Em meio às crescentes tensões comerciais, a IATA reforçou sua posição de que o comércio impulsiona a prosperidade e que quaisquer medidas que comprometem o livre fluxo de mercadorias podem prejudicar empresas, consumidores e economias.
“As tensões comerciais atuais são muito preocupantes. O comércio impulsiona a prosperidade. Quanto mais o mundo comercializa, melhor para todos nós. Portanto, seja qual for a resolução das tensões comerciais atuais, sabemos que o transporte aéreo de carga estará lá para entregar as mercadorias que as pessoas desejam ou de que precisam”, disse Sullivan.
quinta-feira, 17 de abril de 2025
Adoção do Conhecimento Aéreo Eletrônico pelo Brasil é marco na modernização da carga aérea
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) celebrou a adoção do conhecimento aéreo eletrônico (eAWB) pelo Brasil como um marco na modernização do setor de carga, promovendo maior eficiência operacional e redução de custos. O Brasil é o primeiro país das Américas a eliminar a exigência do conhecimento aéreo físico, impulsionando significativamente os esforços de digitalização.
“O eAWB é um elemento-chave para a tão necessária modernização dos processos de carga aérea. Ao se tornar o primeiro país das Américas a adotá-lo, o Brasil fortalece sua competitividade como importante player global. O sucesso do trabalho conjunto com as companhias aéreas e as autoridades brasileiras é um exemplo a ser seguido por outros países na região e no mundo”, afirma Brendan Sullivan, Diretor Global de Carga da IATA.
“A decisão do Brasil de adotar integralmente a documentação digital para cargas aéreas representa um divisor de águas para o setor. Ao eliminar a papelada desnecessária, promovemos maior eficiência, reduzimos custos e avançamos rumo a um futuro mais sustentável para as operações de carga aérea”, declara Sérgio Garcia da Silva Alencar, Auditor-Fiscal e Coordenador de Operações Aduaneiras da Receita Federal do Brasil.
A IATA, a Avianca Cargo, a LATAM Cargo, as autoridades brasileiras e outros parceiros realizaram um programa-piloto entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, no qual 126 embarques utilizaram o eAWB em oito aeroportos do país. Nenhuma remessa exigiu documentos físicos, comprovando a viabilidade de uma cadeia logística totalmente digitalizada.
A transição para o eAWB traz diversos benefícios, incluindo:
• Processamento mais rápido da carga, com redução dos prazos de liberação
• Diminuição de custos administrativos
• Menor incidência de erros manuais e maior confiabilidade nos processos
• Maior rastreabilidade e transparência
Um setor de carga aérea mais competitivo trará benefícios econômicos e sociais ao Brasil. Segundo o mais recente relatório “O Valor da Aviação”, elaborado pela IATA, os aeroportos brasileiros movimentaram mais de 1,4 milhão de toneladas de carga em 2023, colocando o país como o 17º maior mercado de carga aérea do mundo. Com os avanços na adoção do eAWB, o Brasil reafirma seu compromisso com um futuro mais eficiente, seguro e sustentável no transporte de cargas. A aviação, incluindo o transporte de passageiros, responde por 2,1% do PIB brasileiro e gera 1,9 milhão de empregos.
“O eAWB é um elemento-chave para a tão necessária modernização dos processos de carga aérea. Ao se tornar o primeiro país das Américas a adotá-lo, o Brasil fortalece sua competitividade como importante player global. O sucesso do trabalho conjunto com as companhias aéreas e as autoridades brasileiras é um exemplo a ser seguido por outros países na região e no mundo”, afirma Brendan Sullivan, Diretor Global de Carga da IATA.
“A decisão do Brasil de adotar integralmente a documentação digital para cargas aéreas representa um divisor de águas para o setor. Ao eliminar a papelada desnecessária, promovemos maior eficiência, reduzimos custos e avançamos rumo a um futuro mais sustentável para as operações de carga aérea”, declara Sérgio Garcia da Silva Alencar, Auditor-Fiscal e Coordenador de Operações Aduaneiras da Receita Federal do Brasil.
A IATA, a Avianca Cargo, a LATAM Cargo, as autoridades brasileiras e outros parceiros realizaram um programa-piloto entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, no qual 126 embarques utilizaram o eAWB em oito aeroportos do país. Nenhuma remessa exigiu documentos físicos, comprovando a viabilidade de uma cadeia logística totalmente digitalizada.
A transição para o eAWB traz diversos benefícios, incluindo:
• Processamento mais rápido da carga, com redução dos prazos de liberação
• Diminuição de custos administrativos
• Menor incidência de erros manuais e maior confiabilidade nos processos
• Maior rastreabilidade e transparência
Um setor de carga aérea mais competitivo trará benefícios econômicos e sociais ao Brasil. Segundo o mais recente relatório “O Valor da Aviação”, elaborado pela IATA, os aeroportos brasileiros movimentaram mais de 1,4 milhão de toneladas de carga em 2023, colocando o país como o 17º maior mercado de carga aérea do mundo. Com os avanços na adoção do eAWB, o Brasil reafirma seu compromisso com um futuro mais eficiente, seguro e sustentável no transporte de cargas. A aviação, incluindo o transporte de passageiros, responde por 2,1% do PIB brasileiro e gera 1,9 milhão de empregos.
terça-feira, 8 de abril de 2025
SAF Registry entra em operação
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) lançou o SAF Registry (combustível de aviação sustentável), que será gerenciado pela Organização de Descarbonização da Aviação Civil (CADO). O SAF Registry vai atuar como um mercado global de SAF e acelerar a transição para zero emissão líquida até 2050.
“A descarbonização da aviação é um trabalho em equipe. Ao lançar o SAF Registry e criar a CADO para gerenciá-lo, colocamos em prática uma plataforma fundamental com benefício para todas as organizações e empresas que operam na cadeia de valor do SAF. O SAF Registry permite que todas as empresas aéreas do mundo tenham acesso ao SAF e que suas compras de SAF sejam usadas para neutralizar suas obrigações relacionadas ao clima neste domínio. O sistema registra os atributos ambientais das compras de SAF de forma imutável, evitando contagem dupla. As empresas aéreas, seus clientes corporativos, produtores de combustível, órgãos reguladores e todas as organizações relacionadas podem registrar e contabilizar suas transações de SAF em um mercado global de SAF. Embora o sistema seja de importância fundamental e um avanço histórico, este é apenas um passo no caminho para um mercado global de SAF maduro, transparente e líquido. O SAF Registry não faz milagre sozinho, mas sem ele, nenhum milagre poderá ser feito. Um progresso ainda maior exige apoio político ativo para o aumento de toda a produção de energia renovável, e para o SAF dentro dessa produção. Os governos devem realocar o apoio que fornecem aos produtores de combustíveis fósseis para favorecer a produção de energia renovável. O precedente dos mercados de energia eólica e solar é o exemplo a seguir, e isso sem mais demora”, avalia Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de sustentabilidade e economista-chefe da IATA.
Sobre o SAF Registry
O SAF Registry é um sistema global para registrar as transações de SAF de forma padronizada e transparente. O sistema garante que os benefícios ambientais do SAF possam ser rastreados enquanto passam pela cadeia de valor do SAF e permitem o uso destes em relação às obrigações regulatórias e esquemas voluntários por parte das empresas aéreas e clientes corporativos.
O SAF Registry ajuda a resolver o desafio do fornecimento limitado de SAF – que é extremamente escasso e está disponível em apenas alguns locais globalmente – conectando empresas aéreas a produtores e fornecedores de SAF, independentemente de sua localização geográfica. Além disso, o sistema permite que clientes corporativos das empresas aéreas tenham acesso a reduções de emissões no setor e capitaliza a capacidade das empresas de cofinanciar o custo da descarbonização.
O SAF Registry é neutro em termos de tecnologia e matéria-prima, favorecendo o surgimento de diversos fluxos de produção de SAF em todo o mundo. O sistema pode atender a regulamentações específicas e favorece a harmonização global. Além disso, a interoperabilidade com outros registros é uma característica importante do SAF Registry, apoiando a concorrência e os mercados abertos.
O SAF Registry foi desenvolvido a partir de consultas com empresas aéreas, autoridades governamentais, OEMs, produtores e fornecedores de combustível e empresas de gerenciamento de viagens corporativas. Com mais de 30 usuários iniciais (veja a lista no final deste comunicado) em processo de integração e prontos para usar o sistema, o SAF Registry utiliza a Metodologia de contabilização e relatório de SAF da IATA, que fornece uma abordagem consistente para contabilizar os benefícios ambientais das compras de SAF, independentemente da localização.
A participação no SAF Registry será gratuita até abril de 2027 e após este prazo será baseada em recuperação de custos.
“A descarbonização da aviação é um trabalho em equipe. Ao lançar o SAF Registry e criar a CADO para gerenciá-lo, colocamos em prática uma plataforma fundamental com benefício para todas as organizações e empresas que operam na cadeia de valor do SAF. O SAF Registry permite que todas as empresas aéreas do mundo tenham acesso ao SAF e que suas compras de SAF sejam usadas para neutralizar suas obrigações relacionadas ao clima neste domínio. O sistema registra os atributos ambientais das compras de SAF de forma imutável, evitando contagem dupla. As empresas aéreas, seus clientes corporativos, produtores de combustível, órgãos reguladores e todas as organizações relacionadas podem registrar e contabilizar suas transações de SAF em um mercado global de SAF. Embora o sistema seja de importância fundamental e um avanço histórico, este é apenas um passo no caminho para um mercado global de SAF maduro, transparente e líquido. O SAF Registry não faz milagre sozinho, mas sem ele, nenhum milagre poderá ser feito. Um progresso ainda maior exige apoio político ativo para o aumento de toda a produção de energia renovável, e para o SAF dentro dessa produção. Os governos devem realocar o apoio que fornecem aos produtores de combustíveis fósseis para favorecer a produção de energia renovável. O precedente dos mercados de energia eólica e solar é o exemplo a seguir, e isso sem mais demora”, avalia Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de sustentabilidade e economista-chefe da IATA.
Sobre o SAF Registry
O SAF Registry é um sistema global para registrar as transações de SAF de forma padronizada e transparente. O sistema garante que os benefícios ambientais do SAF possam ser rastreados enquanto passam pela cadeia de valor do SAF e permitem o uso destes em relação às obrigações regulatórias e esquemas voluntários por parte das empresas aéreas e clientes corporativos.
O SAF Registry ajuda a resolver o desafio do fornecimento limitado de SAF – que é extremamente escasso e está disponível em apenas alguns locais globalmente – conectando empresas aéreas a produtores e fornecedores de SAF, independentemente de sua localização geográfica. Além disso, o sistema permite que clientes corporativos das empresas aéreas tenham acesso a reduções de emissões no setor e capitaliza a capacidade das empresas de cofinanciar o custo da descarbonização.
O SAF Registry é neutro em termos de tecnologia e matéria-prima, favorecendo o surgimento de diversos fluxos de produção de SAF em todo o mundo. O sistema pode atender a regulamentações específicas e favorece a harmonização global. Além disso, a interoperabilidade com outros registros é uma característica importante do SAF Registry, apoiando a concorrência e os mercados abertos.
O SAF Registry foi desenvolvido a partir de consultas com empresas aéreas, autoridades governamentais, OEMs, produtores e fornecedores de combustível e empresas de gerenciamento de viagens corporativas. Com mais de 30 usuários iniciais (veja a lista no final deste comunicado) em processo de integração e prontos para usar o sistema, o SAF Registry utiliza a Metodologia de contabilização e relatório de SAF da IATA, que fornece uma abordagem consistente para contabilizar os benefícios ambientais das compras de SAF, independentemente da localização.
A participação no SAF Registry será gratuita até abril de 2027 e após este prazo será baseada em recuperação de custos.
terça-feira, 25 de março de 2025
Registro SAF será gerenciado pela Organização de Descarbonização da Aviação Civil
A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) criou a Organização de Descarbonização da Aviação Civil (CADO) para gerenciar o Registro SAF (combustível de aviação sustentável) desenvolvido pela IATA depois que for lançado.
“A CADO vai impulsionar o lançamento do Registro SAF desenvolvido pela IATA. Seu objetivo é gerenciar o Registro SAF como uma entidade separada da IATA usando uma abordagem aberta e global que apoia a análise necessária para gerar confiança entre todos os grupos de interesse. Na verdade, a porta está aberta para qualquer grupo envolvido na cadeia de valor do SAF, incluindo governos, para se juntar à organização. Essa abordagem inclusiva também deve ajudar a promover a harmonização dos princípios de operação de todos os registros de SAF”, explica Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de sustentabilidade e economista-chefe da IATA.
“O Registro SAF é um componente fundamental da infraestrutura de mercado indispensável para a construção de um mercado global, transparente e fluido para o SAF. O compromisso do setor de construir o Registro e criar a CADO para gerenciá-lo deve inspirar governos, produtores de combustíveis fósseis e investidores a se envolverem no mercado de SAF com dedicação. Nosso objetivo em comum é aumentar a produção de combustível sustável, e a estrutura que estamos implementando com a CADO é um passo importante para avançar na descarbonização”, afirma Willie Walsh, diretor geral da IATA.
Sobre a CADO
A CADO é uma organização sem fins lucrativos com sede em Montreal, Canadá. A IATA é membro fundador da CADO e sua função incluirá ações contínuas de suporte técnico e operações. A associação à CADO está aberta a:
- Organizações que operam ou contribuem diretamente para a cadeia de valor do SAF, ou que representam qualquer associação ou grupo de participantes na cadeia de valor de SAF.
- Estados ou organizações quase estatais com interesse direto nas operações e benefícios do Registro SAF.
- Grupos de interesse relacionados que se beneficiam indiretamente do SAF implementado no sistema de aviação.
Sobre o Registro SAF
A IATA está desenvolvendo o Registro SAF, que será lançado em breve, como um sistema global para registrar as transações de SAF de forma padronizada e transparente. O sistema garante que os benefícios ambientais do SAF possam ser rastreados enquanto passam pela cadeia de valor do SAF e permitem a reivindicação destes em relação às obrigações regulatórias e esquemas voluntários por parte das empresas aéreas e clientes corporativos.
O Registro SAF ajuda a resolver o desafio do fornecimento limitado de SAF – que é extremamente escasso e está disponível em apenas alguns locais globalmente – conectando empresas aéreas a produtores e fornecedores de SAF, independentemente de sua localização geográfica. Além disso, o sistema fornece acesso aos clientes corporativos das empresas aéreas a reduções de emissões no setor e capitaliza a capacidade das empresas de cofinanciar o custo da descarbonização.
A participação no Registro SAF será gratuita até abril de 2027 e após este prazo será operado de forma baseada em recuperação de custos.
“A CADO vai impulsionar o lançamento do Registro SAF desenvolvido pela IATA. Seu objetivo é gerenciar o Registro SAF como uma entidade separada da IATA usando uma abordagem aberta e global que apoia a análise necessária para gerar confiança entre todos os grupos de interesse. Na verdade, a porta está aberta para qualquer grupo envolvido na cadeia de valor do SAF, incluindo governos, para se juntar à organização. Essa abordagem inclusiva também deve ajudar a promover a harmonização dos princípios de operação de todos os registros de SAF”, explica Marie Owens Thomsen, vice-presidente sênior de sustentabilidade e economista-chefe da IATA.
“O Registro SAF é um componente fundamental da infraestrutura de mercado indispensável para a construção de um mercado global, transparente e fluido para o SAF. O compromisso do setor de construir o Registro e criar a CADO para gerenciá-lo deve inspirar governos, produtores de combustíveis fósseis e investidores a se envolverem no mercado de SAF com dedicação. Nosso objetivo em comum é aumentar a produção de combustível sustável, e a estrutura que estamos implementando com a CADO é um passo importante para avançar na descarbonização”, afirma Willie Walsh, diretor geral da IATA.
Sobre a CADO
A CADO é uma organização sem fins lucrativos com sede em Montreal, Canadá. A IATA é membro fundador da CADO e sua função incluirá ações contínuas de suporte técnico e operações. A associação à CADO está aberta a:
- Organizações que operam ou contribuem diretamente para a cadeia de valor do SAF, ou que representam qualquer associação ou grupo de participantes na cadeia de valor de SAF.
- Estados ou organizações quase estatais com interesse direto nas operações e benefícios do Registro SAF.
- Grupos de interesse relacionados que se beneficiam indiretamente do SAF implementado no sistema de aviação.
Sobre o Registro SAF
A IATA está desenvolvendo o Registro SAF, que será lançado em breve, como um sistema global para registrar as transações de SAF de forma padronizada e transparente. O sistema garante que os benefícios ambientais do SAF possam ser rastreados enquanto passam pela cadeia de valor do SAF e permitem a reivindicação destes em relação às obrigações regulatórias e esquemas voluntários por parte das empresas aéreas e clientes corporativos.
O Registro SAF ajuda a resolver o desafio do fornecimento limitado de SAF – que é extremamente escasso e está disponível em apenas alguns locais globalmente – conectando empresas aéreas a produtores e fornecedores de SAF, independentemente de sua localização geográfica. Além disso, o sistema fornece acesso aos clientes corporativos das empresas aéreas a reduções de emissões no setor e capitaliza a capacidade das empresas de cofinanciar o custo da descarbonização.
A participação no Registro SAF será gratuita até abril de 2027 e após este prazo será operado de forma baseada em recuperação de custos.
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