O F-39E Gripen participa pela primeira vez do Exercício Operacional Escudo-Tínia, principal treinamento de guerra convencional da Força Aérea Brasileira (FAB), realizado entre os dias 11 e 29 de maio. O exercício reúne diferentes meios da FAB em cenários de alta complexidade, voltados ao aprimoramento da capacidade operacional em ambientes modernos de combate.
Ao longo do exercício, o Gripen tem sido empregado em missões relacionadas à superioridade aérea e à defesa aérea, incluindo varredura, escolta, contraposição aérea ofensiva e defensiva, além de operações integradas com aeronaves de alerta aéreo antecipado, de reabastecimento em voo, de transporte e com sistemas de defesa antiaérea.
“A participação do F-39E Gripen no exercício Escudo-Tínia proporciona um cenário altamente relevante para explorar as capacidades da aeronave em operações combinadas e situações de alta complexidade. Como o caça mais avançado em operação na América Latina, o Gripen demonstra sua prontidão para atuar em ambientes modernos de combate”, afirma Peter Dölling, Diretor-Geral da Saab Brasil.
“A participação do Gripen é mais um marco importante na implantação da aeronave na FAB. O exercício serve para consolidar as táticas que estamos desenvolvendo em um ambiente mais complexo”, destaca o Tenente-Coronel Vitor Bombonato, comandante do 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA).
Segundo o militar, o Gripen também contribui diretamente para elevar o nível de realismo do treinamento. “O F-39E Gripen dispõe de sensores muito modernos, o que eleva o nível do exercício”, complementa.
Entre os sistemas embarcados empregados durante o exercício estão o radar de varredura eletrônica ativa (AESA), o sensor passivo de detecção de longo alcance por infravermelho (IRST), sistemas avançados de guerra eletrônica e datalink. O treinamento também inclui simulações de emprego de armamentos ar-ar de curto alcance e além do alcance visual.
Durante o Escudo-Tínia, o esquadrão realizou ainda o reabastecimento dos caças em solo com os motores acionados, procedimento que reduz o tempo de reação entre missões e aumenta a disponibilidade operacional em cenários de combate e patrulhamento.
“A guerra moderna exige que a FAB seja capaz de integrar todos os seus meios para obter a máxima eficiência de cada um. O exercício permite que os diversos esquadrões e vetores atuem de maneira coordenada, ampliando a eficiência operacional da Força Aérea”, conclui o comandante.




